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Locarno inclui filmes do Brasil e de Portugal

Na "Piazza Grande" projeções em telão de 26 x 14 m para até 7.500 pessoas. Filmfestival Locarno

O Festival de Cinema de Locarno, um dos 5 maiores do mundo, projeta de 2 a 12 de agosto 150 curtas e longas metragens. Em concurso 18 filmes de 14 países, incluindo "Cronicamente Inviável" (BR). Pela 1a. vez nenhum filme suíço em concurso.

Este conteúdo foi publicado em 02. agosto 2000 - 13:55

O Festival de Locarno, importante vitrine do cinema interancional, é o mais antigo do mundo e o mais importante evento do setor na Suíça. Ele visa, na medida do possível, manter certa distância do cinema dominante e procura descobrir novas expressões cinematográficas. Embora tenha cedido também aos "imperativos comerciais" por uma questão de sobrevivência.

Nessa 53a. edição foram selecionados para o concurso 19 filmes de 15 países. Na Europa: Alemanha, Áustria, França, Geórgia, Islândia, Itália, Grã-Bretanha, PORTUGAL e SUICA. Nas Américas: BRASIL e Estados Unidos. E na Ásia: China, Japão, Hong Kong e Vietnã.

Do Brasil, "CRONICAMENTE INVIÁVEL" (101 minutos) realiza sua estréia internacional em Locarno. O filme que tem por quadro um restaurante "tenta olhar com objetividade e com um toque de sátira diferentes aspectos das contradições que ainda agitam a sociedade brasileira", na opinião de Marco Müller, diretor do festival.

Também do Brasil, será projetado na seção de competição de vídeo, o filme de Arthur Omar, "O Livro de Raoul".

"A RAIZ DO CORACÃO" (115 minutos), do português Paulo Rocha realiza em Locarno sua estréia mundial. Trata-se, segundo o programa, de "uma sátira da corrupção política e da repressão". Será uma das obras em competição projetadas na famosa Piazza Grande, centro da cidade, numa tela gigantesca de 26 x 14 metros.

"NO QUARTO DA VANDA", de Pedro Costa (159 minutos) será também estreado no festival. Sua temática é social, "procurando restituir o drama da vida marginal dos retornados (emigrados das ex-colônias portuguesas) que vivem em uma favela às portas de Lisboa".

Assinale-se de passagem que o Festival de Locarno sempre deu atenção ao cinema português e tem tratado com especial carinho o mestre, Manuel de Oliveira. Tem sido também importante para a difusão e promoção do cinema brasileiro na Europa.

Quanto à América Latina, ela tem se mostrado bastante discreta no Festival porque, segundo o diretor Marco Müller os cineastas da região geralmente preferem apresentar suas obras em festivais mais conhecidos como Cannes, San Sebastián ou Veneza.

Mas ele realça que o Brasil tem se interessado bastante nos últimos anos por Locarno. Para a atual edição havia 15 filmes candidatos e foi escolhido "Cronicamente Inviável" que um apresenta um retrato do Brasil, qualificado de explosivo.

A registrar ainda certa expectativa em torno da projeção do novo filme "Hollow Man", do holandês Paul Verhoeven ("Basic Instict"), fora de concurso. Muita curiosidade também quanto ao filme "Baise-Moi" (transa comigo), da francesa Virginia Despantes que já desencadeou polêmica na França onde foi catalogado como pornográfico.

De resto entre os "pratos de resistência" do festival deste ano, uma caprichada retrospectiva de 50 filmes soviéticos, 25 dos quais haviam sido proibidos, além de obras inéditas e esquecidas. São apresentadas sob o título "Outra História do Cinema Soviético 1926-1968".

Evidentemente também o Festival Internacional de Locarno é uma vitrine importante para o cinema suíço, embora neste ano tenha sido retirado na última hora o único filme suíço em concurso, "Azzurro" (azul), de Denis Rabaglia.

J.Gabriel Barbosa

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