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Maior feira de arte do mundo começa em Basileia

A feira está aberta até domingo, 20 de junho. Keystone

Quem gosta de arte tem diversão garantida até domingo em Basileia, noroeste da Suíça. Trabalhos de 2500 artistas estão expostos na Artbasel, considerada a maior feira de arte do mundo.

Este conteúdo foi publicado em 16. junho 2010 - 13:43

Este ano, na 41a. edição, os organizadores esperam 60 mil visitantes – entre artistas, colecionadores, galeristas e fãs da arte. As 300 galerias representam 37 países.

A novidade deste ano é o programa “Art Parcours”. Durante três noites, performances de 10 artistas em vários pontos da cidade. A arte vai modificar a paisagem de Basileia de 17 a 19 de junho. Os trabalhos poderão ser vistos no centro histórico, na frente da prefeitura, na catedral, no Museu de História Natural e na universidade – uma das mais antigas e conceituadas da Europa, onde lecionaram Hebel e Friedrich Nietzsche, entre outros.

Os trabalhos foram selecionados por Jens Hoffmann, diretor do Instituto Wattis de São Francisco. Dentre os artistas estão John Bock, Angela Bulloch, Daniel Buren, Nathalie Djuberg e Wyn Evans. A fachada da universidade de Basileia, por exemplo, receberá a instalação de Daniel Buren. À noite, as janelas emitirão luzes coloridas. Já John Bock fará uma apresentação no barco que transporta passageiros pelo Reno desde 1854.

Celebridades anônimas

Visitar os estandes das galerias é ver o que há de melhor nas artes plásticas dos séculos 20 e 21. O nível técnico dos trabalhos é indiscutível. Inúmeras galerias exibem Joan Mirò, Wassily Kandinsky, Fernand Léger, Roy Lichtenstein, Andy Warhol, entre outros artistas.
Todos os anos, celebridades costumam visitar a feira.

Mas o que parece conferir maior movimento e sucesso ao evento ao longo de todos estes anos são os anônimos - e grandes - colecionadores. Em geral, visitam a mostra um dia antes da abertura e já reservam suas novas aquisições. Muitas das obras que estão lá entrarão para coleções privadas – dificilmente serão vistas pelo grande público.

As galerias foram selecionadas pelo comitê organizador – das 1100 inscritas, apenas 300 passaram pelo crivo dos especialistas. Os Estados Unidos estão representados por 72 delas; depois vem a Alemanha, com 53, seguida da Suíça, com 32. Ao todo são 37 países representados. Dentre os lusófonos, apenas o Brasil e Portugal estão na mostra.

Novas galerias e artistas jovens

Há o rigor, mas sempre espaço para novos talentos. A mostra contempla uma área para projetos de artistas jovens. Este ano, a Art Statements inclui 26 projetos de 17 países. A galeria brasileira “A Gentil Carioca”expõe o trabalho “Hammocknet”, de Maria Nepomuceno. “Este espaço é muito importante porque as pessoas entram em contato com o fundamento do artista”, explica Marcio Botner. “Na visita às galerias que mostram as obras consagradas, o contato com a arte se dá de outra forma. Aqui há um mergulho na arte”, explica à swissinfo.ch.

A participação artística brasileira pode ser apreciada também na Art Unlimited, parte da feira que contempla diferentes plataformas. São 56 projetos e muitos deles convidam o público a participar da instalação. A galeria brasileira “Fortes Vilaça” apresenta o trabalho “The Tenant”, de Rivane Neuenschwander e Cao Guimaraes. O filme mostra a trajetória de uma bola de sabão por uma casa vazia.

Alguns projetos provocam filas – mas o público não reclama de esperar. É o caso da instalação do artista espanhol Sergio Prego, “The Ikurriña Quarter”. São tubos feitos com uma borracha bem fina branca: os visitantes passeiam por dentro da montagem. A instalação do americano Doug Aitken também atrai o público: “Frontier” leva o visitante a uma instalação retangular onde são projetados vários filmes. O personagem central passa por várias cenas como se fosse uma série em diferentes ritmos. A montagem leva à reflexão sobre a cultura de massa e a existência humana.

Arte e som na praça

Do lado de fora da feira, alguns projetos mudam a praça de exposições de Basileia. São 14 projetos que fazem parte da Art Public. No alto do centro de convenções, a peça em neon e acrílico do artista Ugo Rondinone muda a arquitetura com a inscrição “Big Mind Sky” em cores fluorescentes.

A escultura do carioca Ernesto Neto, apresentada pela Fortes Vilaça, é uma delas: são peças de aço que se compõem em equilíbrio. Mas a instalação do italiano Alberto Tadiello mexe com a essência da cidade. LK100A, da galeria T293, de Nápoles , é uma peça que tem um compressor de ar e que emite um som de sirene: o ruído estridente percorre os tubos e invade a praça. Quem quiser se aventurar aos 120 decibéis tem de marcar hora. A sirene toca a partir das 12H30 a cada duas horas e somente até as 20h30 – assim, o barulho não quebra as leis do silêncio suíço.

Lourdes Sola, swissinfo.ch, Basileia

Art Basel na prática

1) O Brasil está representado na mostra por quatro galerias.
A Gentil Carioca - http://www.agentilcarioca.com.br/

Fortes Vilaça http://www.fortesvilaca.com.br/

Milan http://www.galeriamillan.com.br/

Strina http://www.galerialuisastrina.com.br
A galeria portuguesa Cristina Guerra participa do evento:
http://www.cristinaguerra.com/home.php
2) O programa Parcours está no site
http://www.art.ch/go/id/klf/
3) A artbasel abre de quarta a domingo, das 11 às 19 horas.
http://www.artbasel.com/go/id/ejg/
4) A seleção dos grupos que se apresentarão no Parcours foi feita por Jens Hofmann, do Wattis Institute: http://www.wattis.org/

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