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Ministra das Relações Exteriores será presidente em 2007

Micheline Calmy-Rey presidirá a Confederação em 2007. Keystone

A Assembléia Federal (Câmara e Senado) elegeu quarta-feira a chefe da diplomacia, Micheline-Calmy, por 147 votos entre 192 parlamentares presentes.

Este conteúdo foi publicado em 14. dezembro 2006 - 12:39

Socialista de Genebra, Micheline Calmy-Rey, que está no governo federal desde 2003, acumulará a presidência do país em 2007, substuindo seu colega, também socialista, Moritz Leuenberger.

A socialista de Genebra, de 61 anos, será a segunda mulher da história suíça a assumir a função presidencial, depois de outra socialista, Ruth Dreifuss, em 1999, também de Genebra.

A presidência da Suíça é um cargo simbólico, exercido por um ano por cada um dos sete ministros que compõem o Conselho Federal, o Executivo suíço.

Desde que foi eleita para o governo federal, em dezembro de 2002, justamente no lugar de Ruth Dreifuss, Micheline Calmy-Rey ocupa o ministério das Relações Exteriores. Ela é originária de Genebra, casada, tem dois filhos e três netos.

Eleição medíocre

Mesmo se trinta parlamentares se ausentaram, a ministra das Relações Exteriores obteve um resultado medíocre. Somente uma 1939 um presidente foi eleito com menos votos (Marcel Pilet-Golaz, 142 votos).

Os ministros Pascal Couchepin e Hans-Rudolf Merz também foram votados, respectivamente com 17 e 12. Candidatos diversos receberam 16 votos. Dos 215 parlamentares presentes, houve 18 votos brancos e 5 nulos.

O resultado mais fraco dos últimos dez anos era o de Ruth Deifuss, em 1998 (158 votos). No ano passado, Moritz Leuenberger teve 159 votos.

A União Democrática do Centro (UDC, direita populista) votara contra Leuenberger, em sinal de protesto pela maneira como admnistrava o Ministério dos Transportes, Comunicações, Energia e Meio Ambiente.

A canditatura da ministra Calmy-Rey não foi contestada pela UDC, mesmo ela é constantemente critica por um dos maiores partidos do país.

Duas mulheres foram perderam

Outras duas mulheres poderiam ter se dornado presidente da Confederação mas perderam por pouco.

A democrata-cristã Ruth Metzler, vic-presidente do Conselho Federal em 2003, perdeu o cargo de ministro em dezembro do mesmo ano, quando não foi reeleita pelo Parlamento.

Elizabeth Kopp exerceu a vice-presidência durante apenas algumas semanas. Ela era munistra da Justiça e Polícia e rununciou em fevereiro de 1989 em meio a um grande escândalo da descoberta de que parte da população estava fichada na polícia.

Pascal Couchepin vice-présidente

Também na quarta-feira (13/12), o ministro do Interior, Pascal Couchepin foi eleito para a vic-presidência no ano que vem. Membro do Partido Radical e originario do cantão do Valais, ele teve 160 dos 203 votos válidos.

Conforme o rodízio habitual, Pascal Couchepin, que está no governo desde 1998, deverá assumir a presidência da Suíça em 2008, pela segunda vez. A primeira foi em 2003.

No entanto, ainda paira uma dúvida. Ele anunciará em outubro próximo se continua ou renuncia ao Conselho Federal. Ele foi ministro da Economia até 2002, antes de assumir o Ministério do Interior.

swissinfo com agências

Breves

Micheline Calmy-Rey nasceu no vilarejo de Chermignon, no cantão do Valais, em 8 de julho de 1945. Ela é casada, tem dois filhos e três netos.

Em 1968, ela formou-se no Instituto Universitário de Altos Estudos Internacionais de Genebra. Dirigiu posteriormente e durante 20 anos a empresa familiar de difusão de livros.

Em 1979, aderiu ao Partido Sociaista de Genebra, que presidiu de 1986 a 1990 e de 1993 a 1997.

Em 1981 foi eleita deputada estadual em Genebra e passou a atual na comissão de finanças. Em 1998, foi eleita para o governo estadual de Genebra, onde dirigiu o Departamento de Finanças. Em 4 anos, fez uma reestruturação do setor e saneou o Banco Cantonal de Genebra, em delicada situação devido créditos de risco.

Em 4 de dezembro de 2002, ela foi eleita para o Conselho Federal sucedendo a Ruth Dreifuss, outra socialista de Genebra. Assume desde então o Ministério das Relações Exteriores, impomdo um novo estilo chamado de "diplomacia pública" a serviço da paz, do direito internacional, dos direitos humanos e da luta contra a pobreza.

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