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Pequenas empresas e grandes inovações: "startups" suíças

Pulseiras que medem pressão arterial, wifi submarino para controle remoto de drones, moscas que eliminam resíduos orgânicos, painéis fotovoltaicos super-eficientes: a criatividade das startups suíças não tem limites. Suas inovações são sucesso em todo o mundo. 

Este conteúdo foi publicado em 10. março 2021 - 15:07
Skizzomat (ilustração)

A Suíça já se classificou mais de nove vezes em primeiro lugar no conhecido Índice de Inovação GlobalLink externo, realizado pela Organização Mundial da Propriedade Intelectual (WIPO, na sigla em inglês).

Tradicionalmente os recursos investidos em pesquisa e desenvolvimento ficavam concentrados nas grandes multinacionais como Nestlé, Novartis, Roche, ABB, Givaudan ou Swatch. Porém, o que poucos sabem, muitas pequenas e médias empresas suíças ocupam nichos de mercado importantes em todo o mundo devido à qualidade dos seus produtos.

Há alguns anos, entretanto, a inovação também começou a florescer nas empresas emergentes. Elas são geralmente fundadas por jovens que ainda estão na universidade, atuando em pesquisa, ou recém-formados. Ao abrir o próprio negócio, eles visam comercializar os frutos das suas pesquisas científicas ou da engenhosidade tecnológica. 

Porém a casos também de empreendedores já estabelecidos há muito no mercado, ou atuantes em outras áreas, que têm ideias fantásticas como as do próprio Professor Pardal, o personagem de Walt Disney. Uma delas quer transformar dejetos plásticos em moradia. 

Hoje são criadas cerca de 300 novas empresas a cada ano. Na primeira década de 2000 ainda eram algumas poucas dezenas. Porém o capital investido em startups triplicou no espaço de poucos anos. Em 2018, este ultrapassou pela primeira vez a marca de um bilhão de francos. Em 2019 deu novamente um enorme salto em frente.

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Em 2019 a Suíça ficou em quinto lugar no ranking de países europeus em termos de investimento em startups. A crise causada pela pandemia criou uma grande incerteza entre muitos investidores.

A maioria das empresas emergentes não tem capital próprio, necessitando financiar, portanto, suas atividades através de investidores e empréstimos. O governo suíço concedeu 359 empréstimos no valor de 98,7 milhões de francos suíços às startups, que enfrentam problemas de liquidez devido à crise.

Tradição e inovação

Mais da metade das startups surgem nas regiões de Zurique e do Lago de Genebra, onde a presença das Escolas Politécnicas Federais (EPFLLink externo em Lausanne e ETHLink externo, em Zurique) desempenha um papel fundamental na pesquisa e no desenvolvimento de aplicações científicas e tecnológicas.

Muitas empresas emergentes se beneficiam dos conhecimentos de ponta adquiridos nos principais setores de inovação, seja na indústria farmacêutica, no setor de microtecnologia ou de serviços financeiros. Ao mesmo tempo, as startups contribuem para a regeneração desses setores tradicionais, oferecendo-lhes saídas para novos mercados, por exemplo ao atuar em áreas do futuro como a biotecnologia, medtech ou cleantech. 

Portanto, não é uma surpresa que, ao lado de bancos com cem anos de história, inúmeras startups da área de fintech tenham surgido nos últimos anos. Já as de microtecnologia estão revolucionando a indústria relojoeira tradicional.

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Como é o mundo das empresas emergentes na Suíça?Aqui estão as mais recentes reportagens sobre as startups suíças.

Medtech: A empresa startup suíça Aktiia acaba de lançar a primeira pulseira inteligente capaz de medir continuamente a pressão arterial. Uma inovação que nasceu em Neuchâtel e que coloca a Suíça na vanguarda de um mercado altamente cobiçado pelos gigantes tecnológicos americanos e asiáticos.

Comunicação: depois de desenvolver drones autônomos para realizar estudos científicos e inspeções em lagos e mares, a startup suíça Hydromea criou a primeira rede de cabos submarinos wifi. O modem usa feixes de luz para transmitir dados e rastrear remotamente os robôs, sem fios.

Lixo: As larvas da mosca-soldado podem reciclar enormes quantidades de resíduos orgânicos para produzir ração animal, biocombustíveis e fertilizantes, sem o uso de matéria-prima. A startup suíça TicInsectLink externo quer fazer proveito disso.

Energia: a União Europeia conta com uma startup suíça para relançar a produção de painéis solares na Europa, hoje dominada pela China. A empresa Insolight desenvolveu uma tecnologia fotovoltaica altamente eficiente, que abre novas perspectivas para o setor.

Plásticos: a empresa Bloom Biorenewables usa madeira, palha, caroços de cerejas ou casca de nozes para fazer bioplásticos, têxteis, cosméticos e perfumes.

Habitação: uma startup fundada na Suíça por duas celebridades ajudam a diminuir o problema da falta de moradias no mundo: transformando dejetos plásticos em casas.

Tecnologia de segurança: ID Quantique, uma jovem empresa de Genebra resolveu o problema ao utilizar os princípios da mecânica quântica de Albert Einstein para criar um sistema de encriptação infalível..

Finanças: novos bancos digitais estão surgindo na Suíça sem uma única agência ou balcão.  Um deles, o Neon de Zurique, está apostando em fazer mais com menos e já atraiu 30 mil clientes.

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