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Planejando o novo turismo alpino

O spa "Tschuggen Bergoase" faz sucesso com o seu estilo arquitetônico moderno.

(Keystone)

Projetos de todas as formas e tamanhos são concretizados para atrair turistas aos Alpes. É o que revela uma exposição recentemente aberta no Museu Alpino Suíço em Berna.

Eles vão da criação de rústicos e autênticos vilarejos-hotéis até um restaurante panorâmico construído para aumentar o tamanho de uma montanha.

Onze dos projetos estão sendo apresentados em uma exposição no Museu Alpino Suíço em Berna. Alguns ainda são canteiro de obras e outros já recebem até visitantes.

"Existem muitas diferentes formas de turismo na Suíça", explica Letizia Manetsch, responsável pelas exposições do museu. "Um projeto pode funcionar muito bem em Arosa, mas não em St. Moritz. Nosso objetivo é mostrar essa enorme variedade."

Os projetos são parte de um movimento para capitalizar o número crescente de visitantes na Suíça nos últimos anos.

O número de pernoites regrediu nos anos 1990 e, após um ligeiro aumento, caiu mais uma vez em 2002, seguindo a tendência geral após o atentado de 11 de setembro de 2001. Desde 2005 os pernoites voltaram a aumentar, mas devem cair em 2,4% devido à crise financeira durante a temporada de inverno de 2008 a 2009.

A indústria não está tentando profetizar o que o turista do futuro irá querer.

"Para que o turismo possa alcançar uma audiência internacional, os produtos devem ser mais atrativos. Quanto maior é a oferta, melhor deve ser o produto", defende Thomas Bieger, professor de turismo na Universidade de St. Gallen.

Grandes projetos

Com um orçamento de 800 milhões de francos (US$ 690 milhões), a remodelação do resort de Andermatt ultrapassa facilmente as dimensões de outros grandes projetos turísticos na Suíça.

O investidor egípcio Samih Sawiris visa transformar um milhão de metros quadrados de uma antiga área militar, ao lado do resort turístico, em um centro hoteleiro com capacidade para três mil leitos, um campo de golfe e spa.

A comuna perdeu 20% da sua população entre 1970 e 2000 e Sawiris espera que seu projeto possa reunir turismo e vida local e atrair, dessa forma, uma população jovem para a região.

A construção do hotel está planejada para a primavera de 2009. Porém as dimensões do projeto continua sendo um empecilho para alguns céticos, que temem o impacto para a população residente.

Já em Adelboden, nos Alpes da região de Berna, os investidores do spa de Alpenbad focalizam suas atenções em atrair durante todo o ano um público interessado em questões de saúde. No entanto, existe uma preocupação geral da indústria turística com os impactos que as mudanças climáticas possam ter nos Alpes. O hotel, cuja construção custou 100 milhões de francos, com 20 piscinas deve abrir em meados de 2011.

Idéias audaciosas

Outros projetos preocupam-se em criar maravilhas arquitetônicas, que possam funcionar como uma atração de visitantes.

Uma história de sucesso é o spa de luxo Tschuggen Bergoase em Arosa. Com suas futuristas janelas panorâmicas, o spa abriu em 2006, com previsto, com elogios unânimes.

Em Davos (leste), os famosos arquitetos suíços Herzog & de Meuron Foram chamados para conceber uma torre abrigando um spa e um hotel. Elas irão acrescentar um charme extra ao histórico Hotel Schatzalp, que há muito tempo já estava necessitando uma reforma. O projeto foi aprovado pelas autoridades cantonais, mas ainda está à procura de um investidor.

E talvez na mais audaciosa das idéias, Heinz Julen imaginou um hotel em forma de pirâmide com 117 metros, em cima do pequeno Matterhorn, em Zermatt, que iria aumentar a altura dessa montanha para o número mágico de quatro mil metros.

Embora seus planos de hotel no cume tenham sido rejeitados, a alternativa para a construção de um restaurante à energia solar no cume deve ser analisada em 2009. Espera-se uma forte oposição dos defensores do meio-ambiente.

No outro extremo está o "turismo suave", cujo principal objetivo é oferecer aos visitantes simplicidade e uma chance de viver a natureza e a cultura local dos vilarejos.

Dois hotéis foram construídos seguindo este conceito. O "albergue" Piz Tschütta foi aberto em 2009 como um retorno às antigas raízes do turismo de Vnà, no cantão dos Grisões (leste).

O vilarejo de 70 habitantes apoiou o projeto de dois milhões de francos, que deve oferecer um centro de recepção e centro cultural com cinco quartos e outros dezoito quartos em casas vizinhas.

No vilarejo de Binn, os 150 habitantes ajudaram na restauração do histórico Hotel Ofenhorn. Administrado pela Cooperativa Pro Binntal, o estabelecimento de 125 anos de idade foi mobiliado aos poucos, conforme os recursos, e neste ano foi incluído no Registro Suíço de Hotéis Históricos. Os trabalhos continuam durante o inverno de 2008 para 2009.

Criatividade

Outros hotéis investem mais na clientela de turismo barato. Mais da metade dos hóspedes suíços e um terço dos visitantes estrangeiros escolhem pernoites em hotéis cujas tarifas estão abaixo dos 100 francos.

Os hoteleiros que apostam no setor através de criatividade.

A pousada com estilo urbano Cube, em Savognin, abriu em 2005 ao custo de 15 milhões de francos. Ela pretende oferecer atividades 24 horas por dia para seus jovens visitantes insones.

No próximo ano deve ser inaugurado o impressionante abrigo de montanhistas Monte Rosa no topo da geleira Grenz no cantão do Valais (sudoeste). A obra teve um custo de 5,7 milhões de francos. Ela é uma cooperação entre o Clube Alpino Suíço e a Escola Politécnica Federal de Zurique (ETH), cujo principal objetivo é unir princípios de inovação e ecológicos através de sua auto-suficiência energética de 90%.

"As idéias são boas, mas não são sempre inovadoras. Leve em conta que a nossa indústria do turismo tem uma longa história. Mesmo em 1900 havia muita gente que investia quantias gigantescas de dinheiro para construir essas coisas", declara Manetsch.

"Como museu não queremos dizer que algo é certo ou errado. O que você pensa de um projeto específico é uma reflexão pessoal."

swissinfo, Jessica Dacey

Breves

A exposição "Férias: hotéis alpinos, seu declínio até o apogeu" está aberta até 16 de agosto de 2009 no Museu Alpino Suíço, em Berna.

Ela apresenta 11 projetos recentes de complexos turísticos, indo dos mais simples até os mais grandiosos. Enquanto algumas localidades preferem investir na arquitetura moderna, outro preferem a melhora da infra-estrutura já existente.

A exposição focaliza-se nos projetos faraônicos, feitos arquitetônicos, o tradicional e o autêntico e também o que pode ser pago.

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Sonhos abandonados?

Além de expor projetos realizados, o Museu Alpino Suíço também exibe vários projetos que ainda não saíram da prancheta por várias razoes. Dentre eles:

Parque Stilli, Davos – um projeto de 120 milhões de francos para a construção de um spa e hotel de luxo, de autoria do arquiteto Matteo Thun, está sendo revisado depois da forte oposição da população local.

Klosters – o resort com 600 camas planejadas pela empresa holandêsa-alemã Landal Green Parks aguarda permissão para a modificação nos regulamento de uso do solo.

Castelo Radons, Savognin – A Companhia de Teleféricos de Savognin tem planos de construir hotéis e apartamentos totalizando mais de 1.700 leitos, porém as autoridades locais recusaram modificar o regulamento de uso de solo em 2007. A empresa procura outro lugar para a realização do projeto.

Ressort Prätschli, Arosa – Um hotel com 400 camas por 50 milhões de francos, planejado pela empresa alemã Arkona, foi aceito pelas autoridades, mas encontrou forte resistência dos defensores do meio-ambiente.

Maloja Palace, Maloja – a reforma de 40 milhões de francos do Maloja Palace Hotel, construído em 1884, em um hotel de luxo e lofts encontrou resistência de proprietários de residência secundária.

Vallée de Conches (sudoeste) – o empresário Wolf Tilman apresentou planos de construir um novo resort como reação às reformas de Andermatt. A idéia está sendo revista pelas autoridades.

Mayens de Bruson – a construção de um vilarejo de chalés por 250 milhões de francos, com a capacidade para abrigar duas mil leitos, proposta pela empresa canadense Intrawest encontrou forte oposição da ONG WWF.

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