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Réplicas de um "indivíduo crítico"

Dürrenmatt em retrato de Varlin (1967).

(Varlin (1967))

"Réplicas" é o título do livro com uma série de entrevistas de Friedrich Dürrenmatt que acaba de ser publicado em francês. Dürrenmat, um dos mais importantes escritores suíços do século (morto em 1990), define-se como rebelde e "fabricante de explosivos".

Uma série de entrevistas de Dürrenmat a jornalistas e escritores havia sido publicada em 1996 pela Editora Verlag, de Zurique. O livro agora publicado em francês pela Editora Zoé é uma seleção de 20 dessas entrevistas, divididas em temas, em que o artista fala da Suíça, de Israel, de biografia, metafísica etc.

Dürrenmat, morto em 1990, foi um dos mais importantes escritores suíços do século. Foi também pintor que não gostava de mostrar seus quadros mas que dentro em breve serão expostos no Centro Cultural Dürrenmat, em Neuchâtel, construído na casa do artista e sob a direção do conhecido arquiteto suíço Mario Botta.

Nas entrevistas publicadas em "Réplica", o escritor define-se como "indivíduo crítico", avesso ao engajamento político e à figura do revolucionário. Ele afirma ser rebelde, considerando "os homens como um colossal erro da evolução", que a gente só pode consertar tomando consciência". Diz também que sua arte "é uma expressão dessa rebeldia."

Em outra passagem, Dürrenmat afirma ser essencialmente um "fabricante de explosivos" que acha que "devemos sempre contar com o pior". Chama Wagner de compositor de bordel, o escritor alemão Günter Grass de imbecil e Ionesco de bêbado. E ele já em 1972 que achava "as consolações algo muito perigoso".

Guillaume Colnot.

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