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Robert Frank faz aniversário

Robert Frank durante sua última visita à Suíça em agosto de 2002. Keystone Archive

Um dos fotógrafos mais conhecidos do mundo e cuja carreira começou em 1947 nos Estados Unidos comemora seus 80 anos.

Este conteúdo foi publicado em 09. novembro 2004 - 11:38

Robert Frank nasceu em Zurique e foi um grande amigo dos intelectuais da chamada geração “beat”. O museu em Londres organiza exposição com 270 fotos.

Quando essa grande exposição foi inaugurada no prestigiado museu inglês Tate Gallery Modern, no fim de outubro, Pascal Couchepin, ministro suíço do Interior estava presente.

Intitulada “Robert Frank: Storylines”, ela irá exibir até 23 de janeiro em Londres cerca de 270 fotografias do suíço, incluindo 150 que nunca foram exibidas foras dos Estados Unidos.

Amigos escritores

Robert Frank nasceu em 9 de novembro de 1924 em Zurique. Desde a sua juventude, seu maior interesse era a fotografia. Já durante a primeira grande exposição nacional na Suíça, ocorrida em 1939, ele realizou seus primeiros trabalhos.

Em 1947, Frank decidiu imigrar para os Estados Unidos. Seu primeiro emprego nas novas terras foi como fotógrafo da revista de moda “Harper’s Bazaar”. Depois ele se tornou sua própria empresa.

Nos anos 50, o suíço freqüentava o círculo de artistas e escritores da chamada Geração Beat como Jack Kerouac e Allen Ginsberg. Em 1958, Frank publicou um livro contendo fotos realizadas depois de viajar dois anos pelos Estados Unidos. Intitulado “Os americanos”, a obra tornaria o fotógrafo conhecido no mundo inteiro.

Realidade triste por traz da fachada americana

As 83 fotografias em preto e branco refletem uma realidade triste e dura por trás de uma fachada de prosperidade nos Estados Unidos.

“Sua idéia era de acabar com a estética que dominava a fotografia na época”, explica Daniel Girardin, conservador do Museu de Elysée em Lausanne. “O interessante é que sua negação acabou por fim criando uma escola de fotografia”.

“No seu trabalho ele mostrou uma coisa fundamental: o vazio”, analisa o diretor William Ewing. “Os americanos se chocaram com o fato de que um estrangeiro tivesse a sensibilidade de lhes mostrar o fundo da sua sociedade”. Rorbert Frank é considerado atualmente um dos pais da fotografia dos EUA. O livro é visto hoje em dia como um equivalente visual dos romances da Geração Beat.

”Cocsucker Blues”

Ainda nos anos 50, Robert Frank decidiu investir no cinema. Em 1959, ele rodou o filme “Pull my Daisy” com seu colega Alfred Leslie. Essa obra de 28 minutos mostra uma adaptação do terceiro ato de uma peça nunca encenada de Jack Kerouac, comentada pelo próprio autor. Robert Frank optou posteriormente pelo vídeo. Seu trabalho começou então a tomar um aspecto experimental.

No início dos anos 70, Robert Frank cruzou o caminho da banda inglesa Rolling Stones. É dele as fotos que estão no disco duplo “Exile on Main Street” e é dele também o documentário realizado durante a tournée americana dos Rollings Stones em 1972.

O resultado dessas impressionantes imagens foi intitulado “Cocsucker Blues”, e confirma a famosa trilogia de sexo-drogas e rock’in roll. No final, a própria banda inglesa termina proibindo a publicação do documentário.

Vota à fotografia

Nos anos 70, Robert Frank retorna à fotografia. Dessa vez, seu tema é a própria vida e da artista e segunda esposa June Leaf em Mabou, uma localidade isolada na Nova Escócia, no Canadá. Ele publicou esse trabalho em 1989 no livro intitulado “The lines of My Hand”.

Nas fotos, o suíço dá volume as suas imagens, sendo que algumas chegam mesmo a se transformar em esculturas, misturando elementos como pintura, colagem e outras formas de intervenção. Mesmo elementos da sua vida privada, como a morte acidental da filha em 1974, entram no livro.

Homenagens

Em 1994, Robert Frank foi o primeiro fotógrafo a ser homenageado ainda em vida através de uma exposição na National Gallery of Art de Washington, nos Estados Unidos. Depois de uma escala no Japão, suas fotografias foram exibidas na Kuntshaus de Zurique, indo depois para Amsterdam, Nova Iorque e Los Angeles.

Frank, que ainda mantém contato com a Suíça através de viagens esporádicas, também realiza fotos para a Fundação Suíça da Fotografia.

Winterthur, cidade localizada a poucos minutos de Zurique, receberá em 2005 a exposição de fotos de Robert Frank que está sendo organizada atualmente no Tate Gallery em Londres. Essa será uma oportunidade para os suíços conhecerem melhor o trabalho de um compatriota que se tornou conhecido no mundo inteiro através da sua câmara.

swissinfo com agências

Fatos

Para homenagear os 80 anos de Robert Frank, o Tate Gallery Modern em Londres organizou uma exposição que dura até 23 de janeiro.
Ela exibe 270 fotografias, sendo que 150 nunca haviam saído dos EUA.

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