Exposição de Paul Klee no Brasil salva o ano do museu do artista em Berna

Vista da exposição da artista suíça Miriam Cahn no Kunstmuseum de Berna, no ano passado. sda-ats

O Museu de Arte de Berna (Kunstmuseum Bern) e o Centro Paul Klee (Zentrum Paul Klee) conseguiram finalmente botar suas contas no azul em 2019. Uma exposição itinerante de obras de Paul Klee no Brasil teve uma recepção muito melhor de que a esperada, com mais de de meio milhão de visitantes.

Este conteúdo foi publicado em 15. maio 2020 - 20:04

Em Berna cerca de 225.000 pessoas visitaram o Kunstmuseum Bern e o Zentrum Paul Klee no ano passado, uma queda sensível em relação ao ano anterior (289.000). O declínio afetou particularmente o Kunstmuseum, que realizou obras bem caras de renovação no ano passado.

Em seu relatório anual, a direção do museu fala de um ano 2019 desafiador - e também particularmente difícil, devido à reforma. No entanto, tendo como pano de fundo a atual pandemia de coronavírus, os responsáveis pelo museu se mostraram felizes com a normalidade que tinha prevalecido em 2019.

O Kunstmuseum Bern fechou com um lucro consolidado de 57.834 francos suíços. O Zentrum Paul Klee tinha um excedente de 152.844 francos, como anunciou na quinta-feira a fundação das duas instituições.

"É gratificante que tenhamos conseguido alcançar um resultado operacional positivo em ambas as instituições pelo terceiro ano consecutivo e, portanto, estamos economicamente em terreno sólido. Entretanto, a crise da Covid-19 terá um forte impacto no ano de 2020", disse o diretor financeiro Thomas Soraperra no relatório anual de 2019.

O sucesso de Klee no Brasil

Os focos de exposição do ano passado foram, por exemplo, "Miriam Cahn - Eu como ser humano" ou "Kandinsky, Arp, Picasso... Klee e Amigos".

Importantes cooperações internacionais foram a exposição Gurlitt " Escolhas Fatídicas: A coleção Gurlitt" no Museu de Israel em Jerusalém, que atraiu mais de 180.000 visitantes, e a primeira grande turnê da exposição Klee "Equilíbrio Instável" no Brasil, que atraiu mais de meio milhão de visitantes.

Para compensar as despesas especiais decorrentes da aceitação da herança de Gurlitt, cuja coleção foi criada durante o nazismo com obras quase estorquidas de judeus em fuga, o Kunstmuseum Bern vendeu a obra "Marine, Temps d'orage" de Édouard Manet (1873). O trabalho foi para uma coleção do Museu Nacional de Arte Ocidental em Tóquio.

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