Navigation

2020: um ano que não iremos esquecer

Uma tradição suíça: os biscoitos "Spitzbuben" feito com trigo e geléia de morango. SWI swissinfo.ch / Susan Misicka

O ano de 2020 se despede para muitos como uma visita desagradável. Todos respiram mais aliviados e colocam esperanças em uma vacina. Porém nem tudo foi ruim: o clima foi um dos grandes benificiários devido à queda da emissões de gases. E as mídias também: nunca se informar foi tão importante como hoje. Aqui apresentamos alguns pontos altos do ano da swissinfo.ch para mostrar que nem tudo foi pandemia.

Este conteúdo foi publicado em 29. dezembro 2020 - 10:00

Em janeiro, o jornalista Eduardo Simantob e o cinegrafista Carlo Pisani entrevistaram a nova diretora do Festival de Cinema de Solothurn, Anita Hugi. O que é considerado como um dos mais importantes eventos culturais do país, com cinco décadas de existência, funciona como uma janela da produção nacional de cinema. Em 2020, o tema foi diversidade: "Nós, suíços, somos todos estrangeiros, não somos?", declarou Hugi.

Uma das maiores personalidade políticas do mundo. Detestado por uns e idolatrado por outros: Luiz Inácio "Lula" da Silva, presidente do Brasil de 2003 a 2011. Entrevistado pelo colaborador da swissinfo, Jamil Chade, quando visitava Genebra, o principal fundador do Partido dos Trabalhadores (PT) fala não apenas sobre a questão ambiental e as desigualdades sociais, mas também aborda os fracassos da esquerda.

Voltamos à cultura. Eduardo Simantob entrevista o escritor suíço Martin Suter, autor de best-sellers e um observador aguçado da elite de Zurique e seus costumes. Foi o que o levou o ex-diretor de marketing a escrever um livro com o sugestivo título "Histórias Divertidas do Mundo Empresarial", cujos detalhes o escritor conta frente à nossa câmera.

Migração: um tema polêmico, mas que afeta todo o globo. Nas páginas "foco" aglutinamos as informações importantes para compreender por que tantos portugueses imigram para a Suíça e como eles se integram e enriquecem o país que os acolheu. Dois jovens enfermeiros portugueses resumem as razões de estarem na Suíça: "melhor salário, maior qualidade de vida, mais segurança e condições de trabalho."

E Jamil Chade volta mais uma vez com uma entrevista feita em Genebra, "internacional" graças às suas inúmeras organizações internacionais. Paulo Sérgio Pinheiro completou 25 anos de serviços à ONU na defesa dos direitos humanos. Questionado pela swissinfo.ch, o acadêmico brasileiro explica os problemas vividos hoje pelo multilateralismo e porque a democracia é tão importante para a defesa dos direitos humanos.

Um quinto dos suíços não vive na Suíça. Espalhados pelo mundo, esse emigrantes vivem por vezes histórias fantásticas ou se destacam nos seus países de acolho através de contribuições à cultura ou economia. A pintora suíça Anita Guidi foi uma delas. Em 1939 emigrou para o Brasil. Alguns anos depois, embarcou em uma aventura que a levou à Amazônia, onde retratou cenas de tribos, matas e toda a exuberância do passado colonial do país. Uma exposição traz lembranças dessa famosa suíça do estrangeiro.

E para terminar o ano - que dificilmente será esquecido - por que não lembrar que boas coisas também aconteceram. Em plena pandemia, o fabricante suíço Lindt & Sprüngli abriu um verdadeiro "templo" dedicado ao chocolate. Nele, o doce escorre de uma gigantesca fonte e atrai turistas de todo o mundo. O repórter Alexander Thoele levou os leitores da swissinfo.ch a esse pedaço do "paraíso".

Partilhar este artigo