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Formação profissional Nestlé já colhe frutos da aposta em formação de jovens no Brasil

Dirigido pelo renomado chef francês Laurent Suaudeau em São Paulo, o Instituto Laurent recebeu há pouco doze jovens talentos da cozinha brasileira para um período de cinco meses de formação profissional.

O chef francês Laurent Suaudeau ensinando técnicas de cozinha aos participantes do programa em São Paulo.

(Cortesia)

Todos estudantes de baixa renda, os jovens cozinheiros foram selecionados na segunda edição do programa Jovem Aprendiz de Cozinha no Brasil, desenvolvido pela empresa suíça Nestlé com o objetivo de ajudar na inserção de jovens entre 18 e 26 anos no mercado de trabalho.

A formação de jovens aprendizes faz parte do programa Nestlé Nutrindo os Sonhos dos Jovens, que completou um ano de execução no Brasil em setembro. Até o fim de 2015, uma fase piloto foi realizada em seis cidades onde a Nestlé possui fábricas (Itabuna e Feira de Santana, na Bahia, e Marília, Araçatuba, Caçapava e São José do Rio Pardo, em São Paulo). Este ano, o programa se estendeu a todas as 31 unidades fabris da empresa no Brasil.

Para Luiz Fruet, diretor de Recursos Humanos da Nestlé Brasil, a empresa já colhe os frutos do programa, que vem tendo o resultado esperado: “Temos o objetivo de melhorar a empregabilidade dos jovens nas comunidades onde a Nestlé atua e a meta de até o final de 2017 atingir sete mil jovens”, diz. Em seu primeiro ano, acrescenta o executivo, quase cinco mil jovens já foram impactados pelo programa: “Tudo está indo de acordo com o que a gente tinha planejado. Tanto que já assumimos o compromisso com a Nestlé da Suíça de, até 2020, atingir nove mil jovens”.

Parcerias

O diretor de Recursos Humanos da Nestlé Brasil destaca a importância das parcerias institucionais feitas pela empresa para levar a cabo o programa Nestlé Nutrindo o Sonho dos Jovens. Entre os parceiros, destacam-se o Ministério do Trabalho, através do programa Jovem Aprendiz, o Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial), o Senac (Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial) e o CIEE (Centro de Integração Empresa-Escola). As entidades trabalham em conjunto com a empresa para a ampliação e revisão do conteúdo direcionado aos jovens aprendizes.

“O programa tem um lado educacional muito forte porque aqui no Brasil, um pouco diferente da Europa, a gente tem que primeiro tratar dessa questão educacional para depois tratar da empregabilidade. Junto com nossos parceiros, como o Senai e o CIEE, nós conseguimos atuar dentro do currículo do que os jovens aprendem e, com isso, a gente tem melhorado bastante essa parte. O trabalho com o Senai tem sido fundamental em termos de acompanhamento e avaliações”, diz Luiz Fruet.

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Toda a empresa no Brasil está envolvida na expansão do programa: “Expandimos o programa para todas as unidades e tem funcionado muito bem. Nós contamos muito com a participação de voluntários dentro da Nestlé. Essa é uma maneira de colocar, dentro dessas unidades, outros colaboradores envolvidos no desenvolvimento dos jovens em todos os níveis, desde o diretor da fábrica até um encarregado de produção. Hoje a gente tem aproximadamente 21 mil colaboradores no Brasil e há a oportunidade de todos, de uma maneira ou outra, interagirem com o projeto”, diz Fruet.

Em pouco tempo, acrescenta o diretor, o programa de formação deu retorno à empresa: “Conseguíamos aproveitar somente 11% dos jovens depois da fase de aprendiz, e agora já estamos bem próximos dos 50% de aproveitamento. Isso é uma decorrência direta da melhoria da qualificação dos jovens. Antes, nas fábricas, terminava o processo de formação e ninguém queria aproveitar os jovens, e agora temos fábricas disputando os jovens”.

Vivência prática

Além do Jovem Aprendiz de Culinária, que também busca a colocação dos jovens em restaurantes e hotéis, há outras duas vertentes do programa no Brasil. No Jovem Veterinário, a ideia é contribuir com a formação dos jovens que querem atuar em clínicas veterinárias e petshops. Já no Jovem Nutricionista, o treinamento busca a formação de vivência prática dentro do ambiente hospitalar.

“Temos vários parceiros que aceitam tomar esses jovens sob a responsabilidade deles também e treiná-los de uma maneira prática. Há uma lista bem grande de empresas, organizações e profissionais que acreditam nessa ideia e têm participado com a gente desde o começo, têm renovado o interesse e querem participar com novos jovens, o que é uma medida do sucesso do programa”, diz Fruet.

Estudante do terceiro ano do ensino médio, Giovana Tavares, 17 anos, é uma jovem aprendiz nutricionista da Nestlé e fala sobre a importância dessa experiência para sua futura carreira profissional: “Para mim, que nunca havia trabalhado, é uma experiência muito grande. Tudo o que eu estou aprendendo, todo o conhecimento que as pessoas estão me passando, está sendo muito válido porque, mesmo se eu não permanecer na Nestlé, eu vou levar essa experiência para qualquer lugar que eu for. Pretendo seguir minha carreira acadêmica, fazer faculdade de Nutrição e continuar na Nestlé”, diz.

Estágio rotativo

Outra inovação na formação de jovens que vem apresentando bons resultados, segundo a Nestlé, é o programa Estágio Fast, que adota um sistema de rotação em diversos setores da empresa: “A cada seis meses você vai ter um estagiário novo. Assim, você tira o estagiário e também o gestor da zona de conforto”, diz Fruet.

Tomando como exemplo o setor de Recursos Humanos, explica o diretor, o estagiário começa pela área de Compensação e Benefícios. Depois passa por Administração de RH, por Treinamento e Desenvolvimento e por Relações Trabalhistas: “O estagiário vai ter o conhecimento, ainda que superficial, de quatro áreas que correspondem a 70% do que a gente faz no RH. Seja na Nestlé ou fora da Nestlé, este jovem terá condições de falar com propriedade sobre todas essas áreas”, avalia o diretor.

Aluno do segundo ano da faculdade de Administração, Murilo Oliveira, 19 anos, é estagiário do setor de Treinamento e Desenvolvimento. Antes fora jovem aprendiz, e pretende estender o ciclo dentro da empresa: “Entrei na Nestlé em 2014, fiquei um ano e seis meses como aprendiz e fui efetivado como estagiário. Enviei meu currículo, na segunda tentativa consegui entrar”, conta.

Para o futuro imediato, Murilo espera terminar a faculdade e “ter cargos altos” na Nestlé. Mas o seu sonho, revela, é ter um dia o próprio negócio: “Quando eu entrei na Nestlé, não sabia como era o ambiente corporativo. Todo dia aqui eu aprendo uma coisa diferente. Vou sair com uma bagagem muito boa para poder ser um profissional bem qualificado no mercado”, diz.

Sem crise

Apesar da crise econômica e política instalada no Brasil desde o ano passado, os programas de formação de jovens aprendizes da Nestlé não sofreram nenhum abalo, diz Luiz Fruet: “Não tiramos o pé em nenhum momento. Pelo contrário, continuamos investindo. A crise é um ciclo, e não temos dúvida de que ela irá passar. É na crise que você tem muitas oportunidades. Se a gente consegue desenvolver esses jovens durante a crise e deixá-los prontos, na hora em que a crise passar todo mundo estará em uma situação melhor”.

O diretor de Recursos Humanos da Nestlé Brasil ressalta que a formação fortalece não só a empresa, mas o mercado como um todo: “O nosso objetivo é trabalhar na educação e no desenvolvimento dos jovens para que a gente consiga melhorar a empregabilidade desses jovens nas regiões onde a empresa opera, independente se esse jovem vai ficar na Nestlé ou não”, diz Fruet.

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