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Turistas suíços ignoram crise da Grécia

Turistas na colina de Filopalous com vista para o Partenon, em Atenas, em 25/02/2010 2010. Keystone

Apesar das greves e das imagens de violências na televisão durante as manifestações de protesto, turistas suíços insistem em passar as férias de verão na Grécia.

Como se nada estivesse acontecendo, tudo está reservado e não há anulações, afirma a maior agência suíça de viagens.

Para conter a ameaça de bancarrota que pesa sobe o Estado grego, as receitas do turismo são mais importantes que nunca. O setor representa quase 20% do PIB (Produto Interno Bruno) e emprega mais de um milhão de pessoas na Grécia.

Os profissionais temem que as greves e manifestações repentinas façam com que os turistas prefiram as praias da vizinha Turquia, como disse recentemente o presidente da União de Agências de Viagens grega, Argyro Phili.

Longe do continente

Em todo caso para os turistas suíços, esse temor parece infundado. “Não constatamos qualquer mudança ou anulação das reservas”, diz Peter Brun, porta-voz da Kuoni, maior agência suíça de turismo. “As pessoas passam férias nas ilhas gregas, enquanto a crise política acontece em Atenas, no continente”, acrescenta.

Os turistas chegam às ilhas em voos diretos e não tomam conhecimento de eventuais manifestações, explica Peter Brun. Nos lugares de férias, as infraestruturas como hotéis e aeroportos funcionam. A estação começa em abril.

Volta a vontade de viajar

Na concorrente M-Travel Suíça, a constatação é a mesma: a crise grega não tem qualquer influência sobre as reservas. A Grécia continua sendo um dos destinos prediletos dos suíços, afirma a porta-voz Prisca Higuenin-di-Lenoir. A Espanha, a Itália e a Tunísia têm menos procura, explica.

TUI Suíça, outra grande agência, também não nota qualquer reticência quanto à Grécia: as reservas são inclusive ligeiramente superiores às do ano passado, como também para outros destinos. “A vontade de viajar volta”, alegra-se Roland Schimid, porta-voz.

Peter Brun admite que em caso de greve geral no próximo verão europeu, é possível que aeroportos e transporte marítimo sejam afetados. Mas as autoridades têm interesse a que os pequenos aeroportos funcionem bem.

Se houve problemas, as agências podem formar rapidamente uma unidade de crise para transferir seus clientes a outros lugares ou organizar voos adicionais. Por enquanto, tudo ocorre normalmente, como confirmam todas as agências questionadas.

Franco suíço forte ajuda

Se o câmbio favorável ao franco em relação ao euro prejudica as exportações suíças e o turismo estrangeiro na Suíça, viajar na zona euro é mais fácil para os suíços atualmente. Comer, fazer uma excursão ou alugar um guarda-sol na praia está bem mais barato que alguns meses atrás.

Em contrapartida, a queda do euro não vai influenciar o preço dos hotéis porque as agências suíças já compraram suas cotas, explica Peter Brun, porta-voz da agência Kuoni. Para baixar o preço, seria necessária uma queda drástica da demanda, como no ano passado, o que não parece ser o caso este ano.

Além disso, a capacidade hoteleira diminuiu devido a recessão econômica e quem reservar na última hora, pode não encontrar vaga onde pretende, adverte Brun.

Prisca Huguenin-di-Lenoir, da agência M-Travel Suíça, diz que os preços para alguns destinos caíram de 5 a 15% em relação a 2009, também devido à recessão econômica.

swissinfo.ch com agências

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