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Empatia Suíços estão mais receptivos aos refugiados

A atitude dos suíços em relação aos refugiados se desenvolveu positivamente desde 2002 e a solidariedade entre as gerações é forte na nação alpina.

Demonstration in support of refugees

Várias centenas de refugiados e simpatizantes manifestaram em julho pelas ruas do centro antigo de Lucerna sob o lema "Eu também sou um ser humano"

(Keystone)

Estas são as principais conclusões da última edição do European Social Survey, publicado na quinta-feira (6). A pesquisa abrangeu 23 países europeus, incluindo 1.525 pessoas na Suíça, entrevistadas entre setembro de 2016 e fevereiro de 2017.

Em 2016, 36% dos suíços pesquisados apoiaram uma abordagem generosa com os requerentes de asilo, em comparação com apenas 22% em 2002. Cerca de um terço era a favor de uma política restritiva em 2016 e 29% não tinham opinião. Em comparação, metade dos pesquisados em 2002 era contra uma política generosa de asilo.

O número de suíços que acreditam que os refugiados não estavam realmente ameaçados em seu país diminuiu. Em 2016, um terço acreditava que os refugiados enfrentavam ameaças reais em seu lugar de origem. Apenas um quarto considerou as ameaças aos refugiados credíveis em 2002. Uma vez que um requerente de asilo é formalmente reconhecido como refugiado pelas autoridades, 53% dos suíços pesquisados consideram que a família da pessoa deveria poder vir à Suíça. Em 2012, 56% se opunham ao reagrupamento familiar.

Um lugar à mesa suíça

Quando cozinhar e compartilhar a refeição fazem parte da integração na sociedade.

Com os imigrantes, uma clara maioria (77%) apoiou os direitos iguais com relação aos benefícios sociais na Suíça. No entanto, pouco mais da metade achava que os imigrantes deveriam ter trabalhado na Suíça por pelo menos um ano e pago impostos antes de receber ajuda social.

Os pontos de vista da população suíça refletiram solidariedade com diferentes faixas etárias, mas pouca tolerância com os desempregados. A maioria (69%) achava que o governo deveria garantir um padrão de vida adequado para os idosos, enquanto 56% desejavam ver soluções de cuidados infantis suficientes para os pais que trabalham.

Em contraste, apenas 47% apoiaram a ideia de que os desempregados devem viver adequadamente; 10% se opuseram à noção e os 43% restantes estavam indecisos. No entanto, a maioria apoiou programas estaduais para ajudar os desempregados a se juntarem à força de trabalho.

Os suíços não apoiam uma renda universal de base. Segundo a pesquisa, apenas os noruegueses se opunham mais fortemente a isso do que os suíços.

Solidariedade entre jovens e idosos

A pesquisa também revelou que a solidariedade entre as gerações é forte na Suíça. Na faixa etária de 15 a 34 anos, três quartos dos entrevistados estavam convencidos de que o Estado deveria garantir um padrão de vida adequado para os idosos. A maioria nesta geração mais jovem favoreceu uma prestação de cuidados infantis mais forte fora da família (67%).

Os maiores de 65 anos também apoiaram o fortalecimento da assistência à infância e a garantia de um meio de vida na velhice, mas em menor grau.

O Centro Suíço de Especialização em Ciências Sociais e a Universidade de Lausanne são responsáveis pelo componente suíço do European Social Survey. Desde 2002, a pesquisa é realizada a cada dois anos com uma amostra representativa de pessoas com mais de 15 anos de idade. A solidariedade e o bem-estar social foram um dos pontos enfocados em 2016.


swissinfo.ch/fh

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