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FMI diz que Suíça controlou bem a crise

A chefe da missão do FMI, Claire Waysand (ao centro), na coletiva à impresa em Berna.

O Fundo Monetário Internacional elogia as medidas de política econômica tomadas pelo governo suíço durante a recessão.

Mas ressalta que ainda subsistem incertezas quanto às perspectivas de crescimento a médio prazo, ligadas ao setor financeiro e ao recuo da imigração.

A Suíça foi menos atingida pela crise do que os países vizinhos porque tomou medidas adequadas, afirmou terça-feira (23/3) diante da imprensa em Berna, a chefe da missão do FMI, Claire Waysand. É esperada uma retomada moderada do crescimento da economia suíça de 1,5% em 2010 e 2011.

De 15 a 23 de março, uma delegação do FMI esteve na Suíça e entrevistou funcionários da administração federal, do Banco Central Suíço (BNS), da Finma (órgão de controle do sistema financeiro suíço), representantes do setor privado e parlamentares.

Um relatório mais detalhado será publicado em maio, mas, desde já, o FMI considera apropriada a política monetária expansionista praticada pelo Banco Central Suíço e recomenda uma mudança progressiva da política monetária, considerando os riscos que ainda existem.

A instituição aconselha ainda não aumentar muito rapidamente a taxa básica de juros. Os riscos de inflação são considerados fracos e o franco suíço, apesar de ter se valorizado 12% desde meados de 2007, parece corretamente alinhado, segundo o FMI.

Finanças públicas

O FMI elogia também a política fiscal da Suíça, que considera sólida, o que permite tomar medidas antirrecessivas. Mas a consolidação das finanças federais não deve ir além dos objetivos de frear o endividamento.

A instituição recomenda ainda estabilizar o sistema financeiro reforçando a supervisão e sua regulação. A autoridade federal de vigilância dos mercados financeiros (FINMA), “fez progressos”, mas sua eficiência deve ser aumentada.

A independência dos auditores externos deve ter maiores garantias e a divisão de funções entre o Banco Central e a Finma deve ser melhor determinada.

Os técnicos do FMI também abordaram o problema dos grandes bancos que, quando enfrentam crises podem ameaçar todo o sistema financeiro. Ele incentivam a Suíça a solucioná-lo e aprovam as exigências de aumentar os fundos próprios dos bancos.

Autoridades aprovam

O diretor da Administração Central de Finanças, Peter Siegenthaler, e o membro da direção geral do BNS, Thomas Moser, concordaram com as conclusões do FMI.

A presença da missão do FMI na Suíça faz parte do exame anual da situação econômica e financeira dos países membros. Na Suíça, as inspeções anuais começaram em 1994, dois anos depois da adesão do país ao FMI.

swissinfo.ch com agências.

O FMI tem 185 países membros. A Suíça aderiu em 29 de maio de maio de 1992.

Ela ocupa um dos 24 postos do Conselho de Administração, órgão diretor do FMI.


A Suíça forma um grupo de voto juntamente com a Sérvia, Polônia, Azerbaidjão, Kirghizia, Uzbequistão, Tadjiquistão e Turcomenistão.

Esse grupo representa 2,79% dos votos do Conselho de Administração.

Fonte: Ministério suíço das Finanças

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