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Piloto suíço continua no Mundial de Moto2



O piloto de Berna em uma espectacular imagem no circuito inglês de Silverstone.

O piloto de Berna em uma espectacular imagem no circuito inglês de Silverstone.

O piloto suíço Tom Lüthi, 25 anos, está em merecidas férias depois da intensa temporada no Mundial de Motociclismo em que voltou o topo do pódio no Grande Prêmio da Malásia

Foi a primeira vitória em Moto2 do piloto originário de Berna que, além disso, ganhou com uma Suter-MMXI, de fabricação suíça.

A pesar das informações que davam como certa que o piloto suíço disputaria a categoria superior em MotoGP, finalmente Lüthi continuará em Moto2, a classe intermediária do Mundial, com o objetivo de voltar a ser campeão, como fez em 2005.

Com apenas 25 anos, Lüthi já é quase um veterano. Assim, começa em abril no circuito de Losail, no Catar, sua 11ª temporada de motociclismo. Há seis anos, o jovem Lüthi ganhava o Mundial de 125cc com uma Honda, com quatro vitórias e oito pódios. Foi o primeiro piloto suíço a ganhar um campeonato mundial de motociclismo nos últimos 20 anos, sucedendo a Stefan Dörflinger.

Diferente de outros pilotos que também praticam motocross ou outras modalidades no inverno para melhorar suas condições técnicas, Lüthi faz condicionamento físico. “Praticar motocross é complicado na Suíça, então faço esqui”, explica o piloto à swissinfo.ch.

A volta ao pódio

Lüthi terminou a temporada passada em 5° lugar na classificação geral do Mundial. Subiu quatro vezes ao pódio (Catar, Espanha, Japão e Malásia) e ganhou no circuito malásio de Sepang sua primeira prova em Moto2. “Me causou uma indescritível sensação de plena satisfação”. Sua vitória anterior datava de 2006, quando defendia o título em 125cc.

Na primeira corrida do ano, no Catar, o piloto suíço terminou em terceiro lugar com sua nova moto. Era seu primeiro ano com a moto suíça Suter, fabricada em Turbenthal, uma cidadezinha perto de Zurique (ver matéria relativa).  “Foi um ano bom para mim. Estou contente com  moto, porém poderia ter tido mais constância. Vou continuar correndo com ela. De qualquer maneira, sempre é algo especial competir com uma máquina suíça. Estou encantado de poder fazê-lo”, afirma Lüthi.

Justamente, ser constante e manter o ritmo de corrida dos pilotos mais rápidos do Mundial são seus objetivos para a próxima temporada.

MotoGP terá que esperar

Em abril passado e durante o Grande Prêmio da Espanha de Motociclismo disputado em Jerez, o empresário de Thomas Lüthi, Daniel Epp, anunciou que era muito provável que seu piloto iria para uma equipe de MotoGP em 2012. No entanto, meses depois a notícia não foi confirmada, o que provocou certa frustração entre os suíços amantes do motociclismo e aos torcedores do piloto.

“Nesta última temporada estive um pouco mais atento à MotoGP do que nos últimos anos, porém a situação não foi propícia para mudar. Obviamente que espero continuar contando com apoio de meus fãs na categoria Moto2. Depois abordaremos novamente o tema da MotoGP”, explica à swissinfo.ch.

  

Desde 1998, con Eskil Suter, justamente o dono da marca Suter, nenhum piloto suíço compete na categoria superior do motociclismo internacional.

Morte de Simoncelli

No Grande Prêmio da Malásia, que Lüthi venceu, foi manchado de luto com o trágico acidente de que foi vítima o italiano Marco Simoncelli,que lhe custou a vida. Depois da queda de Simoncelli, Edwards e Valentino Rossi, que vinham atrás dele, não puderam evitar de atropelar o italiano que faleceu praticamente na hora. As imagens de televisão ainda são chocantes.

Toda a família do Mundial de Motociclismo ficou profundamente emocionada com o ocorrido: pilotos, familiares, organização e patrocinadores lamentaram a perda de Simoncelli, incluindo Lüthi: Não foi fácil de assumir. Porém, ver como outros corredores subiram nas motos para trabalhar me ajudou muito para continuar a correr”, afirma o ex-campeão mundial.

Quanto à questão se os pilotos vão pedir mais medidas de segurança depois do acidente da Malásia, o suíço responde que “em nosso esporte as medidas de segurança melhoraram muito, fato que foi muito bem acolhido por todos os pilotos.” 

Faltam alguns meses para poder desfrutar o espetáculo do motociclismo. A temporada começa dia 8 de abril, no Catar. Serão 17 provas e o Mundial termina em Valência, na Espanha. Lüthi garante que vai fazer tudo para ganhar o Mundial.

Thomas Lüthi

Escuderia: Interwetten Paddock Moto2

Nasceu em Linden (Suiza) dia 6 de septembro de 1986.

Peso: 64 kg

Altura: 1,72

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Carreira profissional

Em 2002 teve a oportunidade de começar no Mundial de 125cc, com a Honda.

Em 2003, disputou sua primeira temporarada completa; ficou em 2° lugar no GP da Catalunha, mas terminou o campeonato em 15° lugar.

2004 foi um ano ruim para Lüthi, que caiu muito e se machucou.

No ano seguinte, voltou a aparecer como um dos melhores pilotos, conquistando o título mundial de um oitavo de litro (125cc).

 Em 2006, ele esperava o bicampeonato, mas teve várias contusões. Em 2007, passou para 250cc e terminou o Mundial em 8° lugar.

Subiu ao pódio em 2008, com o terceiro lugar em Mugello e o segundo lugar em Assen. Terminou a temporada em 7° lugar na classificação geral.

  

Em 2010 terminou em 4° lugar no primeiro Campeonato Mundial de Moto2.

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Adaptação: Claudinê Gonçalves, swissinfo.ch


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