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Abu Sayyaf ameaça matar funcionário da Cruz Vermelha

Os reféns (da esq. para a dir.): o filipino Mary Jean Lacaba, o italiano Eugenio Vagni e o suíço Andreas Notter. Keystone

O grupo islâmico Abu Sayyaf ameaça decepar um dos três funcionários do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV), entre eles o suíço Andreas Notter, seqüestrados em 15 de janeiro passado.

Este conteúdo foi publicado em 31. março 2009 - 10:59

Os extremistas exigem a retirada do exército filipino de 15 povoados de Jolo, uma ilha com 300 mil habitantes situada entre Mindanao e Bornéu. O governador da ilha declarou estado de exceção.

Com a medida, que inclui toque de recolher, o governo local espera poder enfrentar de forma mais efetiva os rebeldes envolvidos no seqüestro, informa o jornal suíço Tagesanzeiger.ch.

Um líder do Abu Sayyaf na ilha de Jolo, Abu Ali, disse na manhã desta terça-feira à agência de notícias Associated Press (AP) que continua valendo a decisão anunciada na semana passada de decepar um dos três reféns, caso não haja um recuo do exército.

Pouco antes de fim do ultimato, o diretor da Cruz Vermelha nas Filipinas, Richard Gordon, dirigiu-se em rede nacional de televisão à Abu Sayyaf, pedindo que os rebeldes poupem a vida dos reféns.

"Toda a comunidade da Cruz Vermelha reza por vocês", disse Gordon aos reféns, o suíço Andreas Notter, o italiano Eugenio Vagni e a filiopina Mary Jean Lacaba.

Exército não recua

O ministro filipino do Interior, Ronaldo Puno, explicou que as forças armadas não têm condições de se retirar dos 15 povoados dentro do prazo imposto pelos rebeldes. Caso aconteça algo aos reféns, o governo agirá com determinação, advertiu Puno.

As forças armadas filipinas já havia se retirado das proximidades do local em que supostamente se encontram os reféns, na esperança de que eles fossem libertados. "Nossa prioridade é a segurança dos reféns", disse Puno na semana passada. Ele acrescentou, porém, que o governo não pagará resgate e garantirá a paz e a segurança na região.

Poucas horas antes do fim do ultimato, o papa Bento 16 exigiu a libertação dos seqüestrados. O papa manifestou a esperança de que "a humanidade e a razão vençam a violência e intimidação."

Apelo do CICV

Em Genebra, o presidente do Comitê Internacional da Cruz Vermelha, Jakob Kellenberger, fez um novo apelo aos rebeldes para poupar os reféns. Segundo ele, os funcionários da Cruz Vermelha queriam apenas ajudar a população necessitada de região.

O grupo de Abu Sayyaf é acusado de ter ligações com a rede terrorista Al-Qaeda e de ser mentora de vários seqüestros. Em abril de 2001, o grupo seqüestrou 21 turistas da ilha de Sipadan, na Malásia, para Jolo, entre eles a família Wallert, da Alemanha.

"Problema filipino"

A ministra suíça das Relações Exteriores, Micheline Calmy-Rey, manifestou na última sexta-feira "grande preocupação com a segurança dos reféns". Em entrevista à rádio DRS, ela conclamou o governo filipino a resolver rapidamente o caso.

"O pior é que se trata de um problema filipino. A solução está nas mãos do governo e dos rebeldes filipinos. Nós podemos pedir, exigir, fazer pressão, mas não podemos fazer nada diretamente", acrescentou a ministra.

swissinfo com agências

Abu Sayyaf

O Abu Sayyaf, fundado em 1991 por ex-combatentes da guerra do Afeganistão contra a União Soviética, é considerado um grupo terrorista pelos Governos de Washington e Manila.

É o menor dos grupos islâmicos separatistas que atua no sul das Filipinas e na Malásia. Estima-se que tenha em torno de 2 mil integrantes.

Em 2000, o grupo sequestrou mais de 30 estrangeiros que passavam férias nas Filipinas. Em abril de 2001, o grupo seqüestrou 21 turistas da ilha de Sipadan, na Malásia

O grupo é acusado de praticar atentados a bomba, sequestros e assassinatos para criar um Estado islâmico.

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