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Agricultoras suíças exigem seguridade social

Na Suíça, mais de 31.000 mulheres agricultoras recebem pouca ou nenhuma proteção social. Por isso, uma associação profissional lançou um apelo junto à Swissaid para uma melhor proteção social no âmbito da política agrícola federal.

Este conteúdo foi publicado em 13. junho 2019 - 07:45
Uma jovem agricultora em Berna. As agricultoras são responsáveis por 70% dos alimentos do mundo Keystone

"Enquanto toda a Suíça pensa atualmente na situação das mulheres, um grupo de mulheres – as agricultoras - é regularmente esquecido", disse a Associação Suíça de Mulheres Agricultoras e Mulheres Rurais e a Swissaid, a fundação suíça para a cooperação para o desenvolvimento, em Berna, na quarta-feira (12). 

As duas organizações apresentaram como as questões de segurança social, representação política e melhoria da situação jurídica das mulheres agricultoras na Suíça e no mundo estão ligadas. 

"As mulheres agricultoras são responsáveis por 70% dos alimentos do mundo", disseram elas. "O reconhecimento social insuficiente é uma vergonha, que deve ser corrigida na Suíça e em todo o mundo.

Preocupações 

As agricultoras trabalham 63 horas por semana, de acordo com as estatísticas do governo. No entanto, apenas 30% delas recebem seguridade social e são pagas por seu trabalho, disse Anne Challendes, presidente da Associação das Mulheres Agricultoras. 

Essa diferença é uma das principais preocupações das mulheres que entram em contato com a linha de apoio aos agricultores, acrescentou Patrizia Schwegler, responsável pela “helpline”. Ela disse que o número de pessoas que entraram em contato aumentou desde 2013. 

Na quarta-feira, dois dias antes da Greve Nacional das Mulheres, as duas organizações lançaram seu apelo diante do parlamento em Berna, distribuindo flyers e maçãs. O objetivo é recolher o maior número possível de assinaturas durante os próximos quatro meses e depois entregá-las ao Ministério do Interior e ao Ministério das Relações Exteriores.


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