Passageiros suíços pagarão taxa de CO2 nas passagens aéreas

O número de voos de curta distância deve ser reduzido para diminuir as emissões de CO2, segundo a ministra do Meio Ambiente, Simonetta Sommaruga Keystone/Laurent Gillieron

O parlamento suíço decidiu impor um imposto ambiental sobre as passagens aéreas, como parte dos esforços para reduzir as emissões de gases de efeito estufa.

Este conteúdo foi publicado em 11. junho 2020 - 09:16
swissinfo.ch/fh

Uma esmagadora maioria na Câmara dos Deputados aprovou na quarta-feira (10) uma proposta de uma taxa entre CHF30 e CHF120 (US$32 e US$126) por passagem para os vôos que partem da Suíça.

Espera-se que a taxa gere receitas de cerca de 500 milhões de francos por ano. Metade desse valor deve ser restituída aos cidadãos suíços, de acordo com uma emenda em discussão no parlamento.

A maioria dos partidos apoiou a proposta, argumentando que ela poderia ajudar a reduzir as viagens aéreas, enquanto o Partido Popular Suíço (SVP) se manifestou unanimemente contra, dizendo que as companhias aéreas teriam que suportar o peso dos custos.

O Senado aprovou a proposta em setembro passado, durante um debate em andamento sobre uma reforma da lei de CO2 do país.

Por sua vez, a Câmara inicialmente rejeitou a proposta em dezembro de 2018, mas a maioria do Partido Liberal Radical mudou de opinião e concordou com os partidários da esquerda.

A ministra do Meio Ambiente Simonetta Sommaruga argumentou que era do interesse da Suíça se juntar a outros países europeus na cobrança de uma sobretaxa ambiental. Ela disse que todos os setores de transporte devem contribuir para a luta contra as mudanças climáticas.

Em uma primeira reação, as organizações ambientais saudaram a decisão do parlamento, mas pediram impostos mais altos.

A emenda também inclui um imposto sobre a importação de combustíveis, bem como a criação de um fundo climático.

O número de passageiros de aviões suíços aumentou significativamente na última década, de acordo com números oficiais.


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