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Poder aquisitivo dos assalariados caiu em 2008

Trabalhadores tiveram menos dinheiro no bolso no ano passado.

(Ex-press)

De acordo com dados do Departamento Federal de Estatísticas (DFE), os salários nominais dos trabalhadores suíços aumentaram em média 2% em 2008 – o maior aumento desde 2001.

Mesmo assim, o poder aquisitivo dos assalariados diminuiu 0,4% no ano passado porque a taxa de inflação subiu para 2,4%. Para 2009 é prevista uma pequena compensação.

Ainda que o ano de 2008 tenha sido insatisfatório para muitos trabalhadores suíços, ele confirmou uma tendência de aumento nominal dos vencimentos registrada desde 2005.

Os maiores reajustes salariais ocorreram no comércio atacadista e na administração pública, onde os aumentos foram respectivamente de 2,6% e 2,5%. No outra ponta, os trabalhadores da indústria têxtil tiveram que se contentar com um aumento de 1,3%.

Desnível entre homens e mulheres

O DFE constatou novamente uma diferença nos reajustes salariais entre homens e mulheres. Enquanto a remuneração dos homens aumentou, em média, 2,2%, as mulheres tiveram um reajuste médio de 1,8%.

A inflação corroeu o poder aquisitivo em 2008. Os preços ao consumidor subiram em média de 2,4%. Os preços da energia e dos alimentos aumentaram 3% só nos primeiro semestre. Os empregadores e sindicatos haviam esperado um aumento de apenas 1,5% da inflação.

Nas negociações coletivas para 2009, os sindicatos tentaram arrancar uma reposição do poder aquisitivo. Mas, diante das previsões sombrias para a economia, eles aceitaram aumentos entre 2% e 2,5%, um resultado hoje considerado "infeliz" por alguns sindicalistas.

Em 2009, caso se confirmem os prognósticos do DFE de uma inflação de – 0,2%, os trabalhadores poderão atingir aumentos reais de salários em torno de 2,5%, o que representaria o melhor índice da última década.

Interpretações

Por isso, as entidades patronais rejeitam qualquer "retórica alarmista" diante dos números do DFE relativos a 2008. Ruth Derrer Balladore, da diretoria da Federação dos Empregadores Suíços, disse ao jornal Tagesanzeiger.ch que as perdas do ano passado serão mais do que compensadas este ano, "embora muitos trabalhadores não possam desfrutar disso em função da redução de jornada".

Balladore também lembra que a massa salarial do país aumentou nos últimos anos porque as empresas abriram novas vagas. Uma retrospectiva mostra, porém, que a fase de alta da economia suíça entre 2004 e 2008 repercutiu pouco no bolso dos trabalhadores: os salários reais aumentaram em média apenas 0,1% por ano. No setor secundário, eles estagnaram. (veja gráfico ao lado).

Considerando esse dado, Daniel Lampart, economista-chefe da União Sindical Suíça, diz que, para os assalariados, esses anos de ouro "não significaram uma recuperação econômica".

Um dos motivos para isso é que a taxa de desemprego durante a alta conjuntura foi superior à das boas fases anteriores, acrescenta Lampart. Cerca de cem mil desempregados teriam sido integrados ao mercado de trabalho depois de sofrerem cortes em sua ajuda social.

swissinfo com agências

Diferenças setoriais

Entre 2000 e 2005, a Suíça já teve uma fase de queda dos salários reais.

A boa conjuntura econômica entre 2004 e 2008 quase não trouxe ganhos reais para os trabalhadores.

Em 2008, os empregados do comércio atacadista e os funcionários públicos tiveram os maiores aumentos nominais de salários: 2,5% e 2,6% respectivamente.

Os trabalhadores da indústria têxtil tiveram um aumento nominal médio de apenas 1,3%.

A inflação de 2,4% corroeu o poder aquisitivo de quase todos os assalariados no ano passado.

Para 2009, espera-se uma melhora da situação.

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(swissinfo.ch)


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