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Ricos ficaram mais ricos em 2016

Famosa pelo seu engajamento na política, a família Blocher, com seu patriarca Christoph (foto), está entre os 10 primeiros da lista Keystone

As pessoas mais ricas em uma das nações mais ricas do mundo (sim, a Suíça) aumentaram seus ativos em mais de 60 bilhões de francos ao longo do ano passado.

Este conteúdo foi publicado em 30. novembro 2017 - 11:00
swissinfo.ch with agencies/db

De acordo com a última edição da revista de negócios de língua alemã Bilanz, os 300 residentes mais ricos do país possuem ativos no valor de CHF 674 bilhões. Só para se ter uma ideia da dimensão desse valor, o Produto Interno Bruto (PIB) do país no mesmo ano foi de CHF 650,2 bilhões

A família mais rica da lista permanece sendo os Kamprads, donos da IKEA, com pouco mais de 48 bilhões de francos suíços. Apesar de o pai de 91 anos, Ingvar, ter se aposentado e retornado a sua terra natal, a Suécia, Bilanz diz que seus filhos Peter, Jonas e Mathias continuam a dirigir o negócio da Suíça.

Rei da cerveja e dos donuts 

Em um distante segundo lugar, com CHF 28 bilhões, encontra-se o brasileiro-suíço Jorge Paulo  Lemann. Lemann estava por trás da recente fusão de cadeias de fast food Burger King e Tim Hortons, para formar uma outra empresa, a Restaurant Brands International.

As famílias Hoffmann e Oeri, com suas participações na empresa farmacêutica Roche, são as terceiras mais ricas, com uma estimativa de 24-25 milhões de francos.

Quem vem avançando rapidamente na lista é a família Safra, proprietária do banco J. Safra Sarasin, baseado em Basileia, e com ativos entre 19 e 20 bilhões de dólares.

Negócios e política 

A família Blocher também chegou ao Top Ten, com CHF11-12 bilhões, aumentando seus ativos em CHF 4 bilhões, atribuídos principalmente ao aumento do valor de seu grupo de plásticos e produtos químicos, Ems.

Christoph Blocher é a figura de proa do partido conservador e anti-europeu SVP (UDC em francês), que também cumpriu um mandato como ministro da Justiça. Sua filha, Magdalena Martullo-Blocher, que é CEO da Ems, entrou na política há dois anos e agora é membro da Câmara dos Deputados pelo mesmo partido que o pai.

Entre os "perdedores" na lista estão Hansjörg Wyss. O homem que vendeu sua empresa ortopédica Synthes para a Johnson & Johnson viu seus ativos diminuírem em cerca de CHF 7 bilhões, em parte por causa de suas ações filantrópicas.

Ele se comprometeu com a iniciativa "The Giving Pledge" lançada por Warren Buffet e Bill e Melinda Gates. A filantropia de Wyss beneficiou universidades, instituições de pesquisa, conservação ambiental e cultura.

Cerca de 7% dos mais de 2.000 bilionários listados pela revista "Forbes" em todo o mundo vivem na Suíça.

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