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Suíços continuam campeões das viagens de trem

Na Suíça, além das Ferrovias Federais (CFF), as companhias BLS e BLS cargo também integraram as estatísticas da UIC. Keystone

A história de amor entre a Suíça e seus trens continua.
Em 2015, as pessoas residentes da Suíça percorreram, em média, 2.277 km em trem, classificando-se novamente na liderança mundial da mobilidade ferroviária.

Este conteúdo foi publicado em 17. agosto 2016 - 11:15
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Como todo ano, o Serviço de Informação para os Transportes Públicos (LITRA) analisou as estatísticas de 2015 da União Internacional das Ferrovias (UIC) sobre a frequência de utilização das ferroviais acerca das distâncias percorridas.

A Suíça utiliza sua malha ferroviária de maneira magistral comparada aos outros países europeus, escreve ele. Em 2015, a população do país fez, em média, 59 viagens de trem. A Suíça é seguida por Luxemburgo, Dinamarca, Áustria, Reino Unido e Alemanha. Só o Japão, que registrou 72 viagens de trem por habitante, precede a Suíça na classificação mundial.

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Se comparada a distância efetuada em trem por habitante em 2015, a Suíça, onde 2.277 km foram percorridos em média por habitante, a Suíça é líder mundial. Também na Europa, ela está longe na frente da Áustria, França e Dinamarca.

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As razões desse sucesso são múltiplas: densidade da malha, cadência horária alta, pontualidade, correspondência entre os trens e coordenação com os ônibus que servem os vales isolados, distância relativamente cura entre as principais cidades do país, etc.

Porém, esse sucesso tem algo de paradoxal, sublinha

François Walter, professor emérito de história na Universidade de Genebra, questionado pela Rádio e Televisão Suíça (RTS). A ferrovia se desenvolveu tardiamente na Suíça em relação aos países vizinhos, mas rapidamente suscitou um enorme entusiasmo.

“A ferrovia rapidamente integrou-se na paisagem, a tal ponto que se tornou um elemento natural. E como a paisagem é central na consciência identificadora suíça, a ferrovia também entrou no nosso imaginário nacional”, explica. 


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