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Um em cada três suíços acredita em teorias conspiratórias sobre a Covid-19

A crença em teorias conspiratórias poderia determinar até que ponto as pessoas estão dispostas a acatar as medidas de confinamento. Keystone / Urs Flueeler

As teorias da conspiração do Coronavírus ganharam força para cerca de um terço das pessoas que responderam a uma pesquisa acadêmica na Suíça e na Alemanha.

Este conteúdo foi publicado em 09. abril 2021 - 12:57
swissinfo.ch/mga

Pesquisadores da Universidade da Basileia perguntaram ao grupo de amostra de mais de 1.600 pessoas se acreditavam em teorias como a que diz que a Covid-19 foi engendrada pelo homem, ou que a pandemia está sendo usada para exercer um controle autoritário sobre as pessoas, ou que as vacinas contêm microchips escondidos.

Um em cada dez entrevistados disse acreditar firmemente em pelo menos uma dessas teorias, enquanto outros 20% disseram que concordavam em um grau moderado. A grande maioria dos respondentes (70%) afirmou rejeitar completamente tais teorias.

Os entrevistados também foram questionados sobre seu bem-estar psicológico em geral.

Em média, as pessoas que estavam mais inclinadas a teorias conspiratórias eram mais jovens, mais estressadas e freqüentemente tinham tendências paranoicas. Elas também exibiam uma postura política mais extrema e um nível de educação mais baixo.

No entanto, nem todos correspondiam ao perfil típico de um defensor de teorias conspiratórias. "Os resultados indicam que nem todos que concordam com uma teoria conspiratória tomam decisões automaticamente após processar informações de forma negativa", disse a psicóloga Sarah Kuhn.

A crença em nessas teorias provavelmente terá um impacto direto no cumprimento dos lockdowns e no número de pessoas dispostas a serem vacinadas, disse a equipe de pesquisa.

Os resultados do estudo foram publicados na revista Psychological MedicineLink externo.

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