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Suíça é um dos países com maior consumo de drogas

Um entre dez suíços fuma regularmente as folhas da cannabis sativa.

(Keystone)

O consumo de maconha na Suíça é um dos mais elevados da Europa. Apenas a Itália a ultrapassa, como indica um relatório recente das Nações Unidas sobre drogas.

Em nível mundial, o consumo e produção de drogas se estabilizaram em relação ao ano passado. Zurique, Basiléia e St. Moritz estão entre as dez primeiras cidades do mundo em matéria de consumo de cocaína.

Graças a um novo método de avaliação do consumo de cocaína, através da análise das águas de esgoto, Nova Iorque bate todos os recordes de consumo da droga.

Porém o relatório da ONU, publicado no início da semana em Genebra, mostra também que três cidades suíças – Zurique, Basiléia e St. Moritz – estão entre as dez primeiras classificadas.

Outro setor onde a Suíça se destaca é o consumo de maconha. Segundo o relatório, 9,8% da população helvética consomem a folha da planta, cujo nome científico é "cannabis sativa". O número está abaixo da Itália (11,9% da população), mas é mais elevado do que na França (8,5% da população).

O grande problema do Afeganistão

Em nível mundial, a ONU ressalta que o consumo e a produção de drogas se estabilizaram nos últimos anos. "Os dados recentes indicam que o crescimento da toxicomania está se desacelerando", comenta Antonio Maria Costa, diretor-executivo do Organismo antidrogas das Nações Unidas (ONUDC, na sigla original).

Para as drogas mais consumidas -cocaína, heroína, cannabis e anfetaminas - a ONU observa sinais de estabilidade geral, seja do ponto de vista de produção, tráfico ou consumo. A cultura da coca está em declínio nos Andes e o consumo mundial de cocaína se estabilizou, mesmo se a redução registrada nos Estados Unidos é contrabalançada pelo aumento preocupante na Europa, revela o relatório.

Já o mercado de estimulantes do tipo anfetamina, como o ecstasy, também se mantém estabilizado. Pela primeira vez nas últimas décadas, as estatísticas não revelam aumento de produção e do consumo mundial de cannabis.

A produção de ópio no Afeganistão continua sendo o maior problema: as plantações de papoula aumentaram de uma forma espetacular em 2006, ao ponto de neutralizar os sucessos obtidos na eliminação de outras fontes de aprovisionamento.

Aumento dos confiscos

A coordenação da ação de confisco e repressão permitiu aumentar o volume de drogas apreendidas. Mais de 45% da cocaína produzida no mundo consegue ser interceptada atualmente (o que representa um aumento de 24% em comparação com 1999), assim como mais de um quarto da heroína (contra 15% em 1999), afirma a ONUDC.

Os traficantes estão procurando novos itinerários, como através da África. O continente é visado por traficantes de cocaína originária do ocidente (Colômbia) e de traficantes de heroína vinda do leste (Afeganistão).

A agência da ONU pede aos países-membros de agir o mais rápido possível frente à ameaça e no combate contra a criminalidade organizada, lavagem de dinheiro e corrupção. Segundo a ONU, trata-se de "impedir que o uso de drogas não se espalhe por um continente já atingido por outras tragédias.

Melhorar a prevenção

Mais de 200 milhões de pessoas, ou seja, 5% da população, consomem drogas cada ano: dentre eles, 159 milhões consomem cannabis (contra 162 milhões no ano passado). Sobre esse número, 25 milhões, ou 0,6% da população mundial, têm problemas de toxicomania considerados graves.

A estimação global do mercado anual de droga é de 322 bilhões de dólares. A prevenção e os cuidados com os toxicômanos continuam fundamentais. É necessário tratar o problema nas suas origens, ou seja, ao nível dos usuários de drogas, como recomenda o relatório.

Testes de detecção precoces, melhores terapias e integração do tratamento da toxicomania nos programas de serviços sanitários e sociais podem liberar os toxicômanos da sua dependência, ressalta como conclusão a agência da ONU.

swissinfo com agências

Breves

A política suíça em matéria de droga se baseia no modelo dos "quatro pilares": prevenção, terapia, redução dos riscos e repressão.

A política relativa às drogas é da competência dos cantões. O governo federal se ocupa apenas da coordenação, promoção, inovação e do desenvolvimento dessa estratégia.

Essa política relativamente liberal é contestada em nível internacional e criticada regularmente pela ONU.

Oito cidades helvéticas dispõem de locais especiais para o uso de drogas injetáveis Berna, a capital, foi pioneira (1986). Logo depois ela foi seguida por Zurique, Basiléia, Olten, Schaffhausen e Solothurn. Outros espaços estão sendo previstos em Lausanne e Genebra.

O principal objetivo dos espaços de uso de drogas injetáveis é diminuir os riscos de infecção (hepatite, AIDS, etc) e oferecer aos dependentes atendimento médico-social que permita-lhes sair da dependência.

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Afghanistan, o paraíso do ópio

Segundo o relatório preparado pela ONU, a produção de ópio no Afeganistão aumentou consideravelmente.

Ela teria passado de 4.100 toneladas em 2005 para 6.100 toneladas em 2006.

O Afeganistão representa atualmente 92% da produção ilícita de ópio no mundo, contra 70% em 2000.

A superfície cultivada de papoula (matéria-prima do ópio e heroína) passou de 165 mil hectares em 2006, o que representa um aumento de 60% em relação ao ano anterior.

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