Tratamento para coronavírus pode chegar no final do ano, vacina em 2021

Especialistas da indústria farmacêutica suíça preveem que um tratamento eficaz contra a Covid-19 estará disponível no final deste ano, mas uma vacina poderá demorar mais um ano.

Imagem de microscópio eletrônico do coronavírus (amarelo) emergindo da superfície de células (azul/rosa) cultivadas em um laboratório americano Keystone / Niaid- Rml/national Institutes O

"Na melhor das hipóteses, um medicamento deve estar disponível antes do final de 2020", afirmou na segunda-feira (14) Francesco De Rubertis, diretor e cofundador da Medicxi, empresa sediada em Genebra que investe em biotecnologia.

Em entrevista ao jornal suíço Le Temps, De Rubertis afirmou: "Devemos saber até o final de 2020 se alguma das vacinas testadas é promissora". Se a resposta for positiva, uma vacina pode aparecer no segundo semestre de 2021, possivelmente no terceiro trimestre".

Ele observou que este prazo seria "excepcionalmente curto" - menos de dois anos após o aparecimento da Covid-19 - quando normalmente leva cinco a sete anos para desenvolver uma vacina. De Rubertis prevê que a vacina venha de uma grande empresa farmacêutica ou de biotecnologia, e não de uma startup.

Primavera de 2021

Entretanto, o presidente do conselho de administração da empresa de resseguros suíça Swiss Reckons considera que uma vacina estará pronta "no primeiro trimestre de 2021, na melhor das hipóteses - e depois terá de entrar em produção em massa muito rapidamente". Em uma entrevista publicada pelo grupo CH-Media, na terça-feira, Walter Kielholz afirmou que o mundo não voltará ao normal enquanto não houver uma vacina contra a Covid-19.

No entanto, Kielholz disse que podia imaginar que as medidas de confinamento seriam abrandadas em breve. "Não entendo o porquê das joalherias ou lojas de móveis, por exemplo, terem de ficar fechadas. Elas poderiam retomar suas atividades se as normas de higiene fossem cumpridas. O mesmo se aplica a outras lojas, como as de roupas", afirmou.

Durante um briefing nesta terça-feira, Margaret Harris, da Organização Mundial da Saúde, com sede em Genebra, afirmou que "não devemos esperar ver uma vacina durante 12 meses ou mais".


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