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39 mortos e 87 desaparecidos

Depois da tragédia, turistas voltam à ilha de Phuket, na Tailândia. Keystone

Dez semanas após um maremoto ter deixado um rastro de destruição em vários países da Ásia do sul, as últimas estatísticas mostram que 39 suíços morreram e 87 ainda estão desaparecidos.

Este conteúdo foi publicado em 09. março 2005 - 11:17

Governo federal planeja mudanças jurídicas para facilitar a indenização aos familiares.

Vinte e sete corpos de suíços já foram identificados pelos especialistas enviados aos países atingidos pelo tsunami: 26 na Tailândia e um no Sri Lanka. A informação foi anunciada por Arnold Bolliger, vice-diretor do Departamento Federal de Polícia.

Dez outros corpos foram repatriados para a Suíça antes dos procedimentos de identificação. Dois foram enterrados no local, como explica o embaixador Petter Sutter, chefe do departamento político VI (suíços do exterior) do Ministério das Relações Exteriores (DFAE, na sigla em francês).

O governo ainda estuda a possibilidade de organizar uma viagem aos locais da tragédia com o objetivo de ajudar familiares de suíços perecidos nos procedimentos de sepultamento.

Ao mesmo tempo, as autoridades anunciam que o número de desaparecidos helvéticos passou de 99 para 87: um no Sri Lanka e o restante na Tailândia. Atualmente, seis especialistas trabalham na região da ilha de Phuket, Tailândia, para identificar as vítimas.

Indenizações facilitadas

Do ponto de vista jurídico, o governo federal examina a possibilidade de rever o código civil. O objetivo é facilitar a declaração de falecimento das pessoas desaparecidas, facilitando às famílias o acesso à herança e seguros. Um simpósio para debater o tema será realizado em 11 de abril, como anunciou Ruth Reusser, vice-diretora do Departamento Federal de Justiça.

Um dos problemas é atual prática restritiva de muitos tribunais cantonais. Viúvos e órfãos esperam atualmente até dois anos para a liberação da ajuda financeira. "Porém procedimentos acelerados permitiram autorizar pensões para familiares no caso de 18 pessoas", ressaltou Jörg Reinmann, do Departamento Federal de Previdência.

Engajamento humanitário

Enquanto os problemas jurídicos ainda precisam ser resolvidos, a ajuda humanitária continua: atualmente 23 especialistas suíços trabalham em países como o Sri-Lanka (12), Indonésia (8) e Tailândia.

No Sri-Lanka os técnicos já reconstruíram sete escolas em Matara, no sul do país, e quatro instalações na península de Jaffna, no extremo norte.

No mesmo país o governo suíço pretende também lançar um programa no estilo "cash for shelter" (dinheiro contra abrigo). Seu objetivo é fornecer ajuda financeira às famílias que receberem desabrigados, uma medida para diminuir o período de permanência nos acampamentos.

Programas semelhantes devem também ser aplicados em Aceh, ao norte da ilha de Sumatra, na Indonésia. Os governos suíços e indonésios devem assinar em breve um acordo nesse sentido. O plano é possibilitar que 7.500 famílias acolham entre 40 mil e 50 mil desabrigados.

O governo da Indonésia também irá permitir a permanência de especialistas suíços, assim como outros estrangeiros, até 26 de março.

swissinfo com agências

Fatos

O balanço final da tragédia causada pelo tsunami na Ásia do sul em 26 de dezembro nunca será conhecido com precisão absoluta.
A ONU calcula 300 mil mortos.
Só a Indonésia teve 127 mil vítimas.
Dois milhões de pessoas estão desabrigadas.
Segundo o mais recente balanço de vítimas, 39 suíços morreram e 87 ainda estão desaparecidos.
27 corpos foram identificados pelos especialistas suíços enviados aos países atingidos pelo tsunami.

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Breves

A ajuda humanitária continua. No total, 23 funcionários do Departamento Federal de Desenvolvimento e Cooperação atuam nos países atingidos: Sri Lanka (12), Indonésia (8) e na Tailândia (3).

No Sri Lanka o governo suíço pretende lançar o programa "cash for shelter" (dinheiro contra um abrigo).

Nesse meio tempo, 7.500 famílias poderão acolher entre 40 mil e 50 desabrigados.

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