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Janela n°14: cantão de Nidwald

Keystone / Urs Flueeler

Para os críticos de arte, Arnold Odermatt é o "outsider" por excelência, a "zebra da fotografia", o "artista apesar de si mesmo", "um caso exótico e pitoresco".

Este conteúdo foi publicado em 14. dezembro 2020 - 09:00

É verdade que a trajetória profissional deste fotógrafo é, em muitos aspectos, surpreendente. Nascido em 1925 no cantão de Nidwalden, ele trabalhou primeiro como padeiro antes de entrar para a polícia. Fascinado pela fotografia desde cedo, ele pediu permissão a seus superiores para documentar acidentes de carro em fotos e não em esboços, como era a prática na época.

De 1948 até sua aposentadoria nos anos 90, Arnold OdermattLink externo tirou centenas de fotografias de acidentes rodoviários, de colegas de serviço, de paisagens e de sua família. Ele mesmo revelava e ampliava as imagens para complementar os relatórios escritos que preparava como policial.

Treze segundos é o tempo que Arnold Odermatt precisa para congelar uma cena. E ele se limita a uma imagem por ocorrência. O que os torna tão especiais é a sua composição. "Uma sucessão de cenas de acidentes em que o humor substitui o drama, a composição substitui a documentação". As linhas traçadas na estrada, retratando as trajetórias feitas pelos carros antes da colisão, revelam o aguçado senso de enquadramento e composição de Odermatt", segundo o Palais de Tokyo, um centro de arte contemporânea parisiense.

Quando Arnold Odermatt já se encontrava aposentado, seu filho Urs, ele próprio diretor e cineasta, se deparou com centenas de fotografias na casa dos pais e decidiu exibi-las. Na sequência, a exposição foi parar na Bienal de Veneza em 2001, o ponto de partida para o sucesso internacional do veterano fotógrafo.

Nesta galeria de fotos, você encontra alguns bons exemplos de seu trabalho:


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