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Manifestantes protestam em Genebra em prol da candidatura de Lula

"Lula presidente!", gritavam alguns dos 40 participantes, em grande parte cidadãos brasileiros residentes na Suíça, durante a manifestação organizada na quarta-feira (15.08) em Genebra em apoio à candidatura do ex-presidente brasileiro às eleições presidenciais.

Este conteúdo foi publicado em 16. agosto 2018 - 12:25
SDA-ATS
Manifestantes utilizando máscaras do ex-presidente Lula durante as manifestações ocorridas na quarta-feira (15.08) em Genebra. Keystone

"Olé, olé, olá, liberem Lula", cantavam outros na Praça das Nações. Alguns dos participantes escondiam os rostos por trás de máscaras de Lula para simbolizar a sua proximidade com o político brasileiro, detido desde abril após ter sido condenado a doze anos de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro.

A quarta-feira era a data limite para a entrega das candidaturas às eleições presidenciais previstas para ocorrer em outubro. Porém as leis brasileiras preveem que as pessoas condenadas em segunda instância são consideradas inelegíveis, uma situação que se aplica ao ex-presidente que governou o país entre 2003 e 2010.

Uma campanha de apoio foi lançada pelo Partido dos Trabalhadores e outras entidades da esquerda brasileira. "O lançamento hoje em Brasília da candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva constitui um ato na luta contra o golpe de Estado, em favor do Estado de direito e da democracia na América Latina", declarou em Genebra um dos participantes reunidos na seção suíça do Comitê Internacional Lula Livre.

Queixa ainda não votada

Os manifestantes também criticaram a cumplicidade, ao seu ver, das grandes mídias brasileiras e do Poder Judiciário à vontade da direita "de destruir os governos de esquerda". "Nós devemos lutar pela candidatura de Lula que se beneficia da arma mais potente dessa guerra, o apoio do povo", acrescentaram.

Luiz Inácio Lula da Silva foi condenado por ter recebido um tríplex de uma grande empresa brasileira em troca de favores comerciais. Seus advogados entraram com uma queixa no Comitê de Direitos Humanos da ONU em Genebra. Ela já havia rejeitado em maio um pedido de "medidas provisórias" contra sua detenção e ainda não decidiu sobre os méritos das acusações de Lula contra o Brasil. O processo pode demorar pelo menos mais um ano.

O Supremo Tribunal Eleitoral (TSE) deve rejeitar a candidatura do ex-presidente. Seu partido então se beneficiaria de muito pouco tempo para fazer campanha antes da eleição presidencial.

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