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Médicos duvidam do cronograma de vacinação suíço

Desde o final de dezembro, 482.423 pessoas foram vacinadas na Suíça, ou seja, 5,6% da população. Keystone / Anthony Anex

Os médicos cantonais expressaram dúvidas sobre o calendário de vacinação da Covid-19 do governo federal. Eles dizem que o objetivo de vacinar quem quiser até o início do verão pode ser adiado para o "fim do outono".

Este conteúdo foi publicado em 15. fevereiro 2021 - 07:00
swissinfo.ch/fh

As autoridades federais garantiram à população impaciente que a Confederação (governo) está no caminho certo para vacinar qualquer pessoa que queira (estimado em 6 milhões de pessoas) até o final de junho. Desde o final de dezembro, 482.423 pessoas já foram vacinadas, ou seja, 5,6% da população.

Quem recebe a vacina primeiro?

O governo suíço estabeleceu uma meta ambiciosa: vacinar seis milhões de pessoas ou 70% da população - numa base voluntária - até o verão, ou até 70.000 doses de vacina por dia.

O governo suíço quer que todos os residentes idosos dos lares de idosos recebam uma vacina até o final de janeiro. Qualquer pessoa com mais de 75 anos e os mais vulneráveis devem receber uma vacina até o final de fevereiro, seguido por 70% das pessoas com mais de 65 anos até o final de março. O resto da população deve então seguir.

As vacinas serão oferecidas em hospitais, clínicas, centros regionais de vacinação, por equipes móveis e em consultórios médicos. As farmácias também ofereceram seus serviços.

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As autoridades insistem que podem atingir seu objetivo de vacinação apesar dos atrasos com a entrega das doses de vacina. Mas alguns médicos expressaram preocupação com o cronograma.

O "plano ambicioso" de vacinar qualquer pessoa que queira "poderia ser no outono... no final do outono", disse Rudolf Hauri, médico cantonal de Zug e presidente da associação de médicos cantonais, à rádio pública suíça SRF, na sexta-feira (12).

Na quinta-feira, a médica cantonal dos Grisões, Marina Jamnicki, fez uma avaliação semelhante.

Hauri disse que a culpa foi dos atrasos de produção dos fabricantes de vacinas Biontech/Pfizer e Moderna e da aprovação lenta da vacina Oxford AstraZeneca por parte da agência reguladora suíça.

Na semana passada, o Ministro da Saúde Alain Berset estava otimista de que a Suíça poderia atingir a meta do "final de junho".

"Podemos garantir este objetivo - também por causa dos novos contratos de fornecimento", disse.

A agência reguladora suíça Swissmedic deu luz verde a duas vacinas contra a Covid-19: da Pfizer/BioNtech e Moderna, que estão sendo usadas em todo o país. Entretanto, ela reteve a aprovação para a vacina AstraZeneca, exigindo mais eficácia e dados de qualidade. A aprovação de uma vacina da Johnson & Johnson também está pendente.

Os problemas de produção na Europa resultaram em atrasos no fornecimento de vacinas para a Suíça. De acordo com o jornal em língua alemã NZZamSonntagLink externo, apenas cerca de 650.000 vacinações serão possíveis em fevereiro, em comparação com a meta original de 1,3 milhões. Os atrasos nas vacinas custam à economia suíça até CHF100 milhões por dia, de acordo com a Força Tarefa Nacional Suíça contra a Covid-19, em um novo estudo.

A Confederação encomendou um total de 30 milhões de doses de vacinas da Pfizer/BioNTech, Moderna, AstraZeneca, Curevac e Novavax. A Suíça tem uma população de 8,6 milhões de habitantes.

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