
Suíços têm expectativas diferentes no Brasil
Apesar de entusiasmados com as perspectivas de negócios no Brasil, os empresários suíços que acompanharam o ministro da Economia Pascal Couchepin (à esquerda na foto) divergem quanto às condições necessárias para investir mais no Brasil.
As expectativas dos empresários suíços quanto ao Brasil dependem do setor de atividade e do tamanho das empresas. Algumas indústrias como a relojoaria, por exemplo, tipicamente de exportação, dependem das tarifas praticadas pelo Brasil, do crescimento da economia e do poder de compra do consumidor brasileiro.
O setor de máquinas, segundo maior exportador para o Brasil (depois dos produtos químicos), está mais preocupado com a estabilidade e a retomada do crescimento econômico no Brasil, permitindo que empresas instaladas no Brasil possam continuar investindo em equipamentos.
As grandes empresas já instaladas no Brasil têm outras preocupações. O setor químico-farmaceutico quer maior respeito da lei das patentes, já que os investimentos em pesquisa são muito altos.
Para as empresas implantadas no Brasil e que produzem para o mercado interno, o essencial é que seja melhorado o poder de compra do brasileiro. É o caso da Nestlé, implantada no Brasil desde 1921 e que tem atualmente 24 fábricas no país.

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