Soldados suíços serão examinados por radioatividade
Os soldados suíços que serviram como voluntários na Bósnia e em Kossovo começam a pedir informações sobre como deverão proceder. Depois de ter minimizado a chamada "síndrome dos Bálcãs", o estado maior do Exército decidiu convocar os soldados para exames.
A linha telefônica especial colocada à disposição dos soldados domingo à noite está recebendo muitas chamadas, afirmou o porta-voz do estado maior do Exército, Felix Endrich. Os 900 soldados voluntários que estiveram na Bósnia e Kossovo ligam para entregar as “lembranças de guerra” ou restos de munição de trouxeram.
O material será analisado para verificar se contém material radioativo. Os soldados também serão subtidos a exames médicos. 900 soldados suíços estiveram em missões na Bósnia e Kossovo. A missão na Bósnia terminou dia 31 de dezembro e 153 soldados ainda estão em Kossovo.
Depois das primeiras suspeitas que a morte de soldados italianos, portugueses, espanhóis e checos, por leucemia, estaria ligada ao uso de armas contendo urânio empobrecido, o alto comando militar suíço havia inicialmente minimizado o caso, afirmando que soldados suíços, em missões de apoio logístico, não teriam entrado em contato com a armas em questão, utilizadas pela OTAN, Aliança militar ocidental.
A revelação de um semanário suíço de que um oficial suíço que serviu na Bósnia morreu de leucemia em 1998 fez o alto comando mudar de opinião, anunciando, domingo a noite, a convocação dos militares para exames médicos e do material que teriam eventualmente trazido da Bósnia e Kossovo.
Ainda não está definido como e quando os militares serão examinados. A questão do uso dessas armas será tratada, terça-feira, em reunião da OTAN, em Bruxelas.
swissinfo com agências.
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