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Suíça repreendida por financiamento político opaco

O Conselho da Europa pediu mais uma vez que a Suíça seja mais transparente com relação ao financiamento dos partidos políticos e das votações. Seu grupo anticorrupção criticou o Estado alpino em suas últimas revisões dos países europeus.

Este conteúdo foi publicado em 10. agosto 2018 - 15:30
Os eleitores suíços não conhecem a fonte dos recursos para campanhas políticas Keystone

O Grupo de Estados contra a Corrupção do Conselho da Europa (Greco) criticou a "falta de progresso" da Suíça sobre o assunto. Atualmente, os partidos políticos suíços não são obrigados a declarar a fonte do seu financiamento, seja de indivíduos, corporações ou outros grupos de interesse.

"O Greco lamenta que o governo federal esteja mantendo a sua posição de não legislar sobre a transparência do financiamento de campanhas eleitorais e partidárias", disse em um comunicado divulgado na sexta-feira (10).

A organização não-governamental Transparência Internacional criticou o sistema suíço por fomentar a corrupção e o abuso de fundos partidários. A Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) também pressionou por mais transparência.

O governo suíço tem até março de 2019 para responder às revelações. O grupo do Conselho da Europa também pediu à Suíça que hospede uma delegação de alto nível de seus membros para discutir o assunto. Mas o Greco encontrou apoio para aumentar a pressão popular por mais transparência na Suíça.

Em outubro do ano passado, foi adotada uma iniciativa para forçar uma votação nacional para obrigar os partidos a declarar a fonte de grandes quantias de doações. O governo recomendou a rejeição da iniciativa, mas os eleitores decidirão por si mesmos em 2020 ou 2021.

No começo do ano, os cantões de Schwyz e Fribourg votaram medidas para aumentar a transparência do financiamento dos partidos políticos. Essas regras locais já existem nos cantões do Ticino, Genebra e Neuchâtel.

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