Suíça rejeita exigências americanas de sanções ao Irã

Manifestantes queimam bandeira americana em Teerã em protesto à saída dos EUA do acordo nuclear Keystone

A ameaça de novas sanções dos Estados Unidos contra empresas que negociam com o Irã provocou forte reação dos políticos suíços, que exigem que a Suíça reforce a rejeição européia a essas medidas.

Este conteúdo foi publicado em 14. maio 2018 - 08:40

No começo da semana passada, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que estava se retirando do acordo nuclear com o Irã e iria re-impor sanções econômicas contra o país do Oriente Médio. As sanções se estendem a qualquer empresa que realize negócios no Irã, que foram avisadas pelos EUA para encerrar suas atividades.

As exportações da Suíça para o Irã aumentaram constantemente nos últimos dois anos, desde a última rodada de sanções facilitadas pelo acordo nuclear. As exportações atingiram CHF 536 milhões (US$ 535,5 milhões) no ano passado, de um mínimo de CHF 333 milhões em 2012.

Políticos de todo o espectro partidário responderam à nova ameaça de sanções exigindo que a Suíça enfrente os EUA. "Os EUA não podem atuar como xerife da economia global", disse o parlamentar social-democrata Carlo Sommaruga ao jornal SonntagsZeitung.

Já em nome do conservador Partido Popular Suíço (SVP/UDC), Albert Rösti disse que pediu ao ministro da Economia, Johann Schneider-Ammann, que encontre uma solução diplomática para Washington. O Ministério da Economia não respondeu oficialmente às demandas.

Vários países europeus, liderados pela França, manifestaram oposição às mais recentes ameaças de sanções dos EUA.

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