Apoio à lei anti-homofobia continua, mas à moradia enfraquece

As intenções de voto permanecem muito favoráveis à nova lei para melhor combater a homofobia, de acordo com a segunda sondagem antes da votação de 9 de fevereiro. No entanto, o apoio à iniciativa para habitação mais acessível está diminuindo.

Este conteúdo foi publicado em 30. janeiro 2020 - 06:00
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A maioria dos suíços apoia a nova lei anti-homofobia, que foi levada a referendo para o dia 9 de fevereiro © Keystone / Melanie Duchene

As duas questões que serão decididas pelos suíços no dia 9 de fevereiro continuam sendo bem discutidas. A lei anti-homofobia e a iniciativa por aluguéis mais em conta recebem o apoio de uma maioria dos cidadãos, de acordo com a segunda sondagem realizada pelo instituto gfs.bern em nome da Sociedade Suíça de Radiodifusão e Televisão (SSR SRG, da qual SWI swissinfo.ch faz parte). Mas o campo do "não" ficou mais forte.

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A proposta de alterar o Código Penal, a fim de combater o incitamento ao ódio e a comportamentos discriminatórios com base na orientação sexual, convence 65% dos entrevistados até o momento, enquanto 25% são resolutamente contra. No entanto, desde a última pesquisa realizada no final de dezembro, a parcela de "não" aumentou ligeiramente e a parcela de "sim" perdeu 9 pontos percentuais. Os eleitores de todos os principais partidos, exceto os do Partido Popular Suíço (SVP, na sigla em alemão), dizem que são a favor dessa mudança legislativa. Os partidários dos partidos Verde, Socialista e Verdes Liberais são os mais convencidos.

A pesquisa de opinião foi realizada pelo instituto gfs.bern em nome da Sociedade Suíça de Radiodifusão e Televisão (SSR SRG), da qual SWI swissinfo.ch faz parte. A enquete foi realizada pela internet e por telefone entre 15 e 23 de janeiro, com 4.935 detentores de direitos de voto representativos. A margem estatística de erro é de +/- 2,7%. Esta pesquisa é um instantâneo que nos permite identificar tendências e formular hipóteses.

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Todas as regiões linguísticas também votariam "sim", mesmo se a Suíça de língua alemã seja um pouco mais cética, com apenas 62% dos entrevistados que dizem que são a favor deste projeto, contra 73% na Suíça de língua francesa e 79% na Suíça de língua italiana.

Em termos dos argumentos apresentados, a esmagadora maioria dos entrevistados acredita que a discriminação ameaça a coexistência pacífica e não tem nada a ver em uma sociedade livre que se preocupa com a dignidade humana. A necessidade de proteger indivíduos homossexuais e bissexuais também é amplamente reconhecida. Entre os oponentes, o argumento mais popular é que as demandas de outros grupos sociais seguirão em breve se for dada proteção especial a gays e bissexuais.

O estágio da formação de opinião sobre esse assunto está muito avançado, observa o instituto gfs.bern, que conclui: "Uma polarização do quadro de opiniões certamente aparece na direção do não, mas o avanço obtido pelo sim é tão importante que a aceitação do projeto continua sendo o cenário mais plausível”.

Balança, mas não cai

O cenário, no entanto, parece mais incerto para a iniciativa "Moradias mais acessíveis", que exige que 10% dos projetos imobiliários no futuro sejam gerenciados por associações sem fins lucrativos. Em meados de janeiro, 51% dos entrevistados votariam "sim", 45% "não". "A evolução das intenções de voto apresenta o padrão típico das iniciativas de esquerda, porque além do seu próprio campo elas perdem cada vez mais claramente à medida que a opinião é formada", especifica o gfs.bern.

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Os eleitores do Partido Liberal-Radical e do Partido Democrata Cristão foram para o lado do "não", e a oposição dos partidários do Partido Popular Suíço aumentou ainda mais. O "sim" também está diminuindo por parte dos eleitores dos Verdes Liberais.

A parcela de intenções de voto favoráveis é mais alta no Ticino, com 62%, em comparação com 55% na Suíça de língua francesa e apenas 50% na Suíça de língua alemã. A pesquisa também revela uma divisão cidade/campo: os moradores de áreas urbanas dizem que são mais favoráveis ao projeto (58%) do que os de aglomerações e áreas rurais (48%).

Os argumentos do "sim" que ainda convencem uma maioria clara são o desejo de ter mais moradias cooperativas e evitar especulações. O campo do “não” teve algum sucesso em apontar o alto nível dos custos, bem como o risco de afastar os investidores.

O objetivo básico da proposta sobre moradias populares mantém um bom apoio, resume o instituto gfs.bern, mas os adversários estão ganhando terreno destacando certas fraquezas do projeto. Para o instituto de pesquisas de opinião, "um não contra a iniciativa é provável".


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