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Dados de celulares mostram que os suíços mantêm sua distância

A Swisscom avisa as autoridades federais quando 20 telefones celulares encontram-se dentro de uma área de 100 metros quadrados em espaços públicos. Keystone / Nick Soland

Dados anônimos coletados pela Swisscom e fornecidos ao governo revelaram que a população suíça está se comportando de forma disciplinada, seguindo as diretrizes estabelecidas pelas autoridades federais para conter a disseminação do coronavírus.

Este conteúdo foi publicado em 26. março 2020 - 12:03
Keystone-SDA/jdp

O ministro da Saúde Alain Berset confirmou na quarta-feira que, a pedido do governo, a maior operadora de telefonia móvel do país estava detectando multidões através de telefones celulares. Os dados, que são anonimizados e entregues com um atraso de 24 horas, são entregues ao governo com o objetivo específico de limitar a pandemia do coronavírus na Suíça.

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O governo suíço proibiu reuniões de mais de cinco pessoas e fechou bares, escolas, restaurantes e outras lojas não essenciais como parte das medidas de "distanciamento social" para conter o vírus que infectou mais de 10.000 pessoas no país.

Segundo o acordo, a Swisscom informa as autoridades federais quando 20 telefones celulares são encontrados dentro de uma área de 100 metros quadrados em espaços públicos. As áreas residenciais e as instalações comerciais não são analisadas.

Em resposta a matérias publicadas pelo jornal de língua francesa Le TempsLink externo (Genebra), o porta-voz da Swisscom, Christian Neuhaus, disse à agência de notícias Keystone-SDA que não há rastreamento ao vivo de pessoas, e que os dados dos cartões SIM são compartilhados um dia depois.

Questões de privacidade

O uso de tecnologia para monitorar as pessoas em quarentena e rastrear infecções levantou preocupações sobre possíveis violações de privacidade e levantou a perspectiva de aumento da vigilância estatal. O governo chinês tem usado ferramentas tecnológicas como o reconhecimento facial e aplicativos de rastreamento móvelLink externo para monitorar o estado de saúde e movimentos da população no epicentro da epidemia, considerados excessivamente intrusivos por algumas pessoas.

Em uma entrevista coletiva, Berset procurou amenizar essas preocupações, confirmando que não havia a intenção de realizar monitoramento em tempo real dos indivíduos. Apenas algumas poucas pessoas no Departamento Federal de Saúde Pública têm acesso aos dados, e estes permitiram observar "o passado de forma anônima e globalizada", disse Berset.

Na quarta-feira, uma associação de operadores móveisLink externo anunciou que a Vodafone, Deutsche Telekom, Orange e cinco outros fornecedores de telecomunicações tinham concordado em partilhar dados de localização de telemóveis com a Comissão Europeia para acompanhar a propagação do coronavírus.

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