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Falso ou verdadeiro nos mitos helvéticos

Estrangeiros pagam mais pelo seguro do carro do que suíços?

Um leitor nos perguntou se é verdade que os estrangeiros na Suíça pagam mais pelo seguro do carro do que os suíços.

Este conteúdo foi publicado em 03. setembro 2019 - 11:00
swissinfo.ch
Um Porsche queimado em Zurique. O motorista ficou apenas ligeiramente ferido Keystone / Alessandro Della Bella

A resposta à pergunta deste leitor é: Sim. As seguradoras de veículos cobram mais dos cidadãos de determinados países na Suíça.

"De acordo com nossas informações, a nacionalidade é um critério importante na fixação de tarifas entre a maioria das seguradoras", diz Takashi Sugimoto, porta-voz da Associação Suíça de Seguros.

No cálculo das taxas, as seguradoras levam em consideração sexo, idade, local de residência, tipo de carro, experiência de dirigir e nacionalidade. Estatisticamente, esses fatores influenciam a probabilidade de um acidente. 

"As seguradoras tentam avaliar os riscos de um motorista da forma mais precisa possível", diz Sugimoto. Para isso, criam grupos de risco com base em históricos de acidentes, estatísticas próprias e, em parte, estatísticas públicas.

As taxas mais caras são as dos novos motoristas, jovens e do sexo masculino, titulares de um passaporte estrangeiro. Uma análise de 2018 do site Comparis.ch, um serviço de comparação de preços, revelou que os albaneses pagam até 95% mais do que os suíços. Os italianos pagam um suplemento de até 22%, dependendo da seguradora. A Associação Suíça de Seguros não pôde dizer se algumas nacionalidades pagam menos do que os suíços.

Desigualdade problemática

Na União Europeia, é proibido utilizar a nacionalidade como fator de fixação dos preços. Por que razão isso é permitido na Suíça? 

"As seguradoras podem usar qualquer critério que seja um risco objetivo na fixação das taxas, desde que possam comprová-lo estatisticamente", diz Sugimoto. 

Em resposta a uma interpelação do parlamento, o governo suíço adotou a posição de que um cálculo das taxas relacionado ao risco de acordo com a nacionalidade, não é discriminação. No entanto, as seguradoras devem manter registros estatísticos e utilizar estatísticas completas nos seus cálculos. 

Do mesmo modo, as mulheres jovens (independentemente da nacionalidade) pagam um seguro de saúde complementar significativamente mais elevado. De acordo com uma análise do Comparis, a diferença pode ir até 80%. A razão: as mulheres jovens correm o "risco" de dar à luz.

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