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Suíça deve fazer mais pela Síria

O dia 15 de março marcará dez anos desde o início do conflito na Síria, e não há sinais de chegar ao fim. Copyright 2020 The Associated Press. All Rights Reserved.

Com o conflito sírio prestes a entrar em seu décimo primeiro ano, a Cáritas fez um apelo para que a Suíça fizesse mais pelo país.  

Este conteúdo foi publicado em 11. março 2021 - 17:30
swissinfo.ch/fh

Em uma coletiva de imprensa online na quarta-feira, a seção suíça da Cáritas pediu às autoridades suíças que reconhecessem milhares de sírios admitidos provisoriamente na Suíça como refugiados, e que fornecessem mais fundos para ajuda humanitária e de desenvolvimento a longo prazo para a população da Síria. 

Cerca de 20.000 pessoas da Síria estão vivendo na Suíça, das quais 8.500 foram admitidas apenas temporariamente. Elas não receberam o status de refugiadas "embora fosse previsível desde cedo que os refugiados não poderiam retornar ao seu país de origem por muito tempo ou nunca mais", disse à imprensa Marianne Hochuli, da Cáritas Suíça.  

A guerra síria, que marca seu décimo aniversário em 15 de março, é um dos maiores desastres humanitários desde a Segunda Guerra Mundial. Dos 21 milhões de sírios, mais de 6,5 milhões fugiram através das fronteiras do país, principalmente para os países vizinhos. Cerca de um milhão de refugiados sírios chegaram à Europa. Seis milhões de pessoas estão deslocadas internamente dentro da Síria, muitas das quais tiveram que fugir várias vezes. 

Década perdida 

Com mais da metade da população da Síria com menos de 25 anos de idade, o conflito tem causado um grande impacto nos jovens, de acordo com uma pesquisa divulgada pelo Comitê Internacional da Cruz Vermelha, sediado em Genebra. "Nossa recente pesquisa pinta um quadro sombrio de uma geração cuja adolescência e início da vida adulta foram sacrificadas no altar do conflito", disse o diretor-geral do CICV, Robert Mardini, de Genebra. 

Para a pesquisa, 1.400 homens e mulheres sírios entre 18 e 25 anos de idade foram entrevistados na Síria, Líbano e Alemanha. Todos relataram experiências similares de ruptura de laços familiares e amizades, dificuldades econômicas, ambições frustradas e profundas cicatrizes psicológicas, informou o CICV.  

A pesquisa constatou que, na Síria, quase um em cada dois jovens (47%) relatou ter perdido um dos pais ou um amigo próximo no conflito. Um em cada seis jovens sírios (16%) disse que um ou ambos os pais haviam perdido a vida ou sido gravemente feridos, enquanto 12% haviam sido feridos. E 57% dos jovens que estavam na escola perderam um ou mais anos de estudo. 

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