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Prêmio suíço de energia é concedido a duas inovações mundiais

A instalação no Lago des Toules, no cantão do Valais, a uma altitude de 1.810 metros, é a primeira usina solar flutuante de alta altitude do mundo. Keystone / Valentin Flauraud

O painel de energia solar flutuante, localizado nos Alpes do cantão do Valais, e o projeto de mobilidade à base de hidrogênio renovável estão entre os vencedores de 2021 do prêmio de energia suíço Watt d’Or. As duas inovações poderiam tornar-se exemplos internacionais.

Este conteúdo foi publicado em 12. janeiro 2021 - 08:00

Concedido pelo Departamento Federal de Energia desde 2007, o prêmio tem como objetivo “tornar conhecidos empreendimentos notáveis do setor de energia, motivando, assim, os setores econômico e político, bem como o público geral, a descobrir os benefícios das tecnologias energéticas de vanguarda”.

Entre os vencedores do prêmio em 2021, selecionados de um total de 64 projetos, encontram-se duas inovações nos setores de energia renovável e mobilidade sustentável, ambas pioneiras a nível mundial. 

Painel fotovoltaico flutuante

No cantão do Valais, flutuando sobre o Lago de Toules — uma bacia hidrelétrica 1 800 metros acima do nível do mar —, encontra-se o primeiro painel de energia solar flutuante em grande altitude do mundo.

Apesar das condições climáticas extremas, com neve, ventos fortes e temperaturas que oscilam entre -25°C e 30°C, o painel, administrado pela fornecedora de energia Romande Energie e pela empresa ABB Suíça, pode produzir até 50% mais energia que uma central de mesmo tamanho localizada em terras baixas.

No outono passado, nos reunimos com o diretor do projeto, Guillaume Fuchs, que nos explicou as vantagens da produção fotovoltaica no ambiente alpino.

Segundo profissionais da área, as instalações flutuantes representam o futuro da energia solar, pois a água resfria os painéis, aumentando sua eficiência. Além disso, evitam os conflitos gerados pelas instalações construídas em terra, uma vez que os painéis flutuantes não ocupam terrenos que poderiam ser utilizados para agricultura ou construção.

Transportar-se com hidrogênio

O hidrogênio verde é uma das alternativas energéticas mais promissoras aos combustíveis fósseis. Produzido a partir de fontes renováveis, ele pode contribuir de maneira decisiva para uma mobilidade sem emissões de poluentes, área na qual a Suíça pretende tornar-se protagonista.

Graças a um modelo único de empreendedorismo, a sociedade anônima Hydrospider, a empresa privada H2 Energy, a associação H2 Mobility Switzerland e um empreendimento conjunto com a fabricante coreana Hyundai estão criando o primeiro projeto comercial do mundo a utilizar hidrogênio renovável.

O modelo contempla a produção de hidrogênio a partir de uma central hidrelétrica, a implementação de uma rede de postos de abastecimento e a introdução no mercado de veículos pesados equipados com células de combustível.

Uma vez que esteja em circulação, a primeira frota mundial de caminhões comerciais movidos a hidrogênio (1 600 veículos até 2025) evitará, anualmente, a liberação de aproximadamente 100 000 toneladas de CO2 na atmosfera.

Prêmio para edifícios ecológicos

Os demais vencedores do prêmio Watt d’Or 2021 são a start-up Adaptricity, que desenvolveu ferramentas de TI para o melhor gerenciamento das redes elétricas; a fundação suíça Umwelt Arena e o estúdio de arquitetura René Schmid (construção de um complexo imobiliário alimentado com energia renovável); e a sociedade imobiliária Mettiss e o engenheiro Beat Kegel (renovação de um antigo prédio de escritórios). 

Adaptação: Clarice Dominguez

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