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Lua vista de Córdoba, na Argentina, em 11 de outubro de 2016

(afp_tickers)

A Lua é tão bombardeada por rochas espaciais que sua superfície sofre uma alteração completa a cada 81 mil anos, revela um estudo divulgado nesta quarta-feira, com base em dados da Nasa.

Estas sacudidas - que afetam os dois centímetros mais superficiais da poeira lunar, quase totalmente desprendida - ocorre com uma frequência quase cem vezes maior do que se pensava anteriormente, afirmaram cientistas.

O estudo também estima que asteroides e cometas que colidem com o satélite natural da Terra geram, em média, 180 novas crateras de pelo menos 10 metros de diâmetro todos os anos.

As descobertas, publicadas na revista científica britânica Nature, são de fotos do "antes e depois" tiradas pela sonda Lunar Reconnaissance Orbiter, da Nasa, que mapeia a Lua desde 2009.

Ao comparar imagens da mesma área a intervalos regulares, uma equipe de cientistas liderada por Emerson Speyerer, da Universidade do Estado do Arizona, em Tempe, conseguiram registrar o número de novas crateras e extrapolar esta cifra para a toda a superfície lunar.

"Nós detectamos 222 novas crateras produzidas por impactos e descobrirmos 33% mais crateras com um diâmetro de pelo menos 10 metros" do que o previsto em modelos anteriores, concluíram os cientistas.

Os pesquisadores também descobriram milhares de distúrbios sutis na superfície, os quais descreveram como "cicatrizes" de impactos menores e secundários que, após milhares de anos, sacudiram a camada superficial da Lua sem produzir crateras.

A Terra também é constantemente bombardeada por asteroides e meteoros, mas é protegida por sua espessa atmosfera.

Mais de cem toneladas de poeira e partículas do tamanho de grãos de areia caem no nosso planeta todos os dias.

Rochas espaciais com até 80 metros de diâmetro provavelmente explodiriam ou se desintegrariam nas camadas mais externas da nossa atmosfera, causando danos menores ou nenhum mal, segundo a Nasa.

A atmosfera ultrafina da Lua contém apenas cem moléculas de gases e elementos por centímetro cúbico.

Ao contrário, no nível do mar, a atmosfera terrestre é composta por cerca de cem bilhões de moléculas por centímetro cúbico.

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AFP