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Grafite pela paz em uma rua de Bogotá

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O Ministério Público da Colômbia anunciou nesta quinta-feira (23) a imediata suspensão das ordens de captura de guerrilheiros das Farc para permitir sua concentração e desarmamento, assim como a posterior reincorporação à vida civil, após a assinatura de um iminente pacto final de paz.

"Estaremos prontos e dispostos a suspender as ordens de captura que forem necessárias para permitir esse processo de aproximação das zonas de concentração", disse o procurador geral Jorge Fernando Perdomo, em entrevista.

O acordo selado nesta quinta entrará em vigor após a assinatura do pacto final de paz, cuja data ainda não foi divulgada. Na segunda-feira passada (20), Santos considerou que isso pode acontecer em 20 de julho, feriado nacional na Colômbia.

Segundo o documento firmado em Havana, sede dos diálogos de paz desde novembro de 2012, após a assinatura desse pacto final os cerca de 7.000 combatentes das Farc serão concentrados em 23 zonas da Colômbia para sua progressiva reintegração à sociedade. Eles serão incorporados "sem armas e como civis".

O desarmamento será realizado em um prazo máximo de 180 dias, depois da assinatura do acordo final.

Nesses seis meses, o MP cruzará informações para verificar se as pessoas que entraram nessas zonas de concentração são "efetivamente" membros das Farc, disse Perdomo.

Como muitos dos guerrilheiros terão ordens de prisão em vigor, será preciso suspendê-las para facilitar os processos de Justiça transicional, ou seja, o conjunto de medidas judiciais e de políticas para favorecer a transição do conflito para a paz, contemplados nos acordos de Havana.

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