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O presidente da Assembleia Nacional Venezuelana, Henry Ramos Allup, participa de manifestação pró-referendo, em Caracas

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A oposição venezuelana minimizou a importância, nesta terça-feira, de uma nova decisão judicial que torna mais complexa a coleta de assinaturas necessárias para convocar um referendo revogatório contra o presidente Nicolás Maduro.

Henry Ramos Allup, titular do Parlamento de maioria opositora, previu que serão coletadas "muitas mais" assinaturas do que as exigidas pelo Conselho Eleitoral. "Isto é o que os deixa preocupados", disse em coletiva de imprensa, referindo-se ao governo.

Ramos Allup fez esta previsão, ao comentar uma sentença do Tribunal Supremo de Justiça (TSJ), segundo a qual a oposição terá que arrecadar coletar equivalentes a 20% do colégio eleitoral de cada um dos 24 estados do país, de 26 a 28 de outubro.

A coalizão opositora Mesa da Unidade Democrática (MUD) rejeita esta exigência, destacando que a lei pede 20% do total de eleitores em todo o país e não por regiões - com o que deve aportar quatro milhões de assinaturas.

Mas a sentença determina que se um único estado descumprir a meta, o processo para a consulta popular será anulado.

O deputado reiterou a denúncia de que o TSJ e o órgão eleitoral são apêndices do governo.

"Em todos os estados há muito mais que os 20%" requeridos, calculou, por sua vez, Carlos Ocariz, coordenador da campanha pelo revogatório.

Ocariz afirmou que o apoio ao referendo será maior que as "limitações" do poder eleitoral, que "a sentença do TSJ e as perseguições do Sebin (serviço de inteligência)", em alusão a uma denúncia que o vincula a um atentado com granada, em 2 de outubro, contra um posto militar em Caracas, que deixou 17 feridos.

Prefeito de um município da região metropolitana de Caracas, Ocariz negou-se a se apresentar a uma intimação feita pelo Sebin.

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