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(Arquivo) O presidente da Venezuela, Nicolas Maduro

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O Papa Francisco, preocupado com a situação política e social na Venezuela, enviou uma "carta pessoal" ao presidente Nicolas Maduro, após a recente oferta da Igreja Católica de ser mediadora naquele país, informaram nesta segunda-feira fontes do Vaticano.

Embora o conteúdo da carta não tenha sido divulgado, fontes do Vaticano confirmaram que o Papa "acompanha de perto a situação na Venezuela" e recordaram que o pontífice já convidou as partes a sentar e conversar em um de seus últimos discursos por ocasião do domingo de Páscoa.

"É necessário que todas as partes trabalhem para promover a cultura da união, justiça e respeito mútuo para garantir o bem-estar espiritual e material dos cidadãos", declarou o Papa na ocasião.

Enquanto isso, o porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi, recordou em uma nota emitida no sábado ao site Seismograph, especializado em notícias religiosas, que Aldo Giordano, o núncio papal em Caracas (equivalente ao embaixador do Vaticano), ofereceu-se "para encorajar o diálogo patrocinado pelo papa".

Dada a grave situação social na Venezuela, com a escassez de produtos básicos e um duro confronto entre o governo e a oposição, a hierarquia da Igreja Católica ofereceu-se para servir como uma ponte para o diálogo.

A oposição venezuelana vai apresentar na terça-feira as assinaturas para desencadear um referendo revogatório do presidente socialista Nicolas Maduro, que enfrenta um crescente descontentamento popular face à crise econômica.

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