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Bandeira venezuelana em protesto na capital Caracas, no dia 18 de maio de 2016

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Um policial morreu e 25 feridos nesta sexta-feira (8) em um atentado com granadas contra uma delegacia na cidade venezuelana de Guanare (oeste), em que agressor foi abatido.

Dois homens em uma moto jogaram os artefatos no pátio da sede policial, onde os agentes estavam formados para iniciar suas atividades, informou Reinaldo Castañeda, governador do estado Portuguesa, do qual Guanare é capital.

O ministro venezuelano do Interior, Gustavo González, acusou o partido de oposição Vontade Popular de apoiar "fatos condenáveis" como os ocorridos em Guanare, que "não deixam de estar relacionados com essas ações de guerra não convencional".

A organização opositora qualificou a declaração de González de "irresponsável acusação" e disse que o governo tenta "responsabilizar a Vontade Popular pelos "atos de violência".

A explosão das granadas de fragmentação "causou a morte de Elvis José Medina e múltiplos ferimentos em outros 25 oficiais do corpo de segurança", relatou o Ministério Público.

Segundo o governador, um dos agressores foi morto a tiros no confronto com policiais.

"É um ato terrorismo", afirmou ele, acrescentando que os Serviços de Inteligência estão investigando os motivos do atentado.

A maioria dos feridos está em condição estável e recebe ajuda médica, descreveu Castañeda.

Desde meados de 2015 foram registrados ataques com granadas nas áreas urbanas da Venezuela.

Artefatos desse tipo foram jogados contra sedes da Guarda Nacional e da Polícia em Caracas e nos estados de Carabobo, Aragua e Táchira, assim como contra uma prisão e um jornal da cidade de Maracay.

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