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Familiares de opositores presos protestam em Caracas, no dia 5 de abril de 2016

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Familiares de opositores presos pediram nesta terça-feira ao Papa Francisco que interceda junto ao governo da Venezuela para que adote a lei de anistia aprovada recentemente pelo Parlamento, durante uma visita à Nunciatura Apostólica em Caracas.

Com correntes nas mãos, os parentes dos acusados foram à sede diplomática para entregar ao núncio apostólico, Aldo Giordano, uma carta dirigida ao Papa pedindo sua intervenção para que o presidente Nicolás Maduro desista de vetar a lei de anistia.

"Pedimos que nosso Papa latino-americano interceda para que a lei seja adotada, se libertem todos os presos políticos inocentes e que se faça justiça na Venezuela", disse à imprensa Elkis Arellano, mulher do advogado preso Marcelo Croato.

"Faço um apelo ao presidente para que ponha a mão no coração, aceite a anistia e liberte os presos políticos", declarou Marilú Guevara, mãe de outro preso político, Peter Moreno.

A Assembleia Legislativa, dominada pela oposição, aprovou na terça-feira passada a lei de anistia, que visa a tirar da prisão 76 presos políticos, incluindo o líder radical Leopoldo López, além de beneficiar centenas de "perseguidos e exilados" por sua oposição ao chavismo.

Mas Maduro, que tem prazo legal até esta sexta-feira para se manifestar sobre a iniciativa, antecipou que vetará a lei por considerar que ela viola a Constituição e os acordos internacionais sobre direitos humanos.

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