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O diretor da Cern Frederick Bordry posa com o Grande Colisor de Hádrons (LHC), no dia 10 de fevereiro de 2015, em Meyrin

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Um curto-circuito registrado no Grande Colisor de Hádrons (LHC) no último sábado obrigou o Centro Europeu de Pesquisas Nucleares (Cern) a adiar, por tempo indeterminado, a retomada das atividades do mais poderoso acelerador de partículas do mundo.

Não haverá feixe circulando no LHC esta semana, informou o Cern nesta quarta-feira. O erro ocorreu em um dos circuitos magnéticos do LHC.

A reparação pode levar semanas caso os engenheiros sejam forçados a aquecer a máquina para consertá-la.

No momento, o Cern avalia a situação e um calendário atualizado das atividades do acelerador será divulgado assim que a organização tiver acesso a todos os elementos relacionados ao incidente. Segundo o centro de pesquisa, as consequências para o LHC serão mínimas.

O LHC deveria ser reativado entre o final de maio e o início de junho, após uma manutenção de dois anos.

O complexo compreende um túnel em forma de anel de 27 km - que se estende no subsolo da fronteira entre França e Suíça - onde milhares de prótons se colidem, transformando-se em todos os tipos de partículas.

O reinício do LHC tem causado grande emoção dentro da comunidade científica. Durante sua primeira fase de operação, o acelerador pode confirmar a existência do Bóson de Higgs. Os pesquisadores esperam desvendar outros mistérios do universo durante a segunda fase de funcionamento desta máquina única.

O Bóson de Higgs é considerado pelos físicos como a chave-mestra para a estrutura fundamental da matéria, a partícula elementar que confere massa a inúmeras outras, segundo a teoria do Modelo Padrão.

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