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O diretor da Cern Frederick Bordry posa com o Grande Colisor de Hádrons (LHC), no dia 10 de fevereiro de 2015, em Meyrin

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O Grande Colisor de Hádrons (Large Hadron Collider, LHC), do Centro Europeu de Pesquisas Nucleares (Cern), foi reiniciado nesta terça-feira após uma revisão de dois anos e de um ajuste - anunciou em comunicado a organização europeia.

Os prótons colidiram na manhã desta terça a uma energia de 450 giga-elétron-volts (GeV), permitindo que os cientistas de ajustassem os detectores do LHC.

Em 21 de março, um curto-circuito registrado no LHC fez com que a retomada das atividades do colisor fosse adiada por tempo indeterminado. O erro ocorreu em um dos circuitos magnéticos do LHC.

Um fragmento de metal preso em uma conexão causou o curto-circuito, e teve de ser desagregado por físicos do Cern.

A máquina, um anel escavado abaixo do solo abrangendo a fronteira franco-suíça, perto de Genebra, deve agora atingir seu pleno potencial.

As colisões entre prótons de energia chegarão aos a 13 TeV (tera-elétron volts), quase o dobro da energia produzida na primeira fase operacional. Segundo o Cern, se tudo ocorrer bem as novas colisões poderão começar no início de junho.

O complexo compreende um túnel em forma de anel de 27 km - que se estende no subsolo da fronteira entre França e Suíça - onde milhares de prótons se colidem, transformando-se em todos os tipos de partículas.

O reinício do LHC tem causado grande emoção dentro da comunidade científica. Durante sua primeira fase de operação, o acelerador pode confirmar a existência do Bóson de Higgs. Os pesquisadores esperam desvendar outros mistérios do universo durante a segunda fase de funcionamento desta máquina única.

O Bóson de Higgs é considerado pelos físicos como a chave-mestra para a estrutura fundamental da matéria, a partícula elementar que confere massa a inúmeras outras, segundo a teoria do Modelo Padrão.

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