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O papa Francisco acena antes de embarcar para a Coreia do Sul, no aeroporto de Fiumicino, em Roma, na Itália, nesta quarta-feira. 13/08/2014 REUTERS/Alessandro Bianchi

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A BORDO DO AVIÃO PAPAL (Reuters) - O papa Francisco enviou um telegrama de saudação ao presidente da China, Xi Jinping, e ao povo chinês enquanto sobrevoava o país cujo governo comunista não permite que os católicos reconheçam a sua autoridade.

O papa, que está a caminho da Coreia do Sul para uma visita de cinco dias, sempre envia telegramas aos líderes dos países pelos quais passa no seu espaço aéreo. As mensagens de rotina raramente são notícia, mas desta vez não havia expectativa de que o papa se dirigisse a China.

"Ao entrar em espaço aéreo chinês, estendo meus cumprimentos à Vossa Excelência e aos seus concidadãos e invoco as bênçãos divinas de paz e bem-estar sobre a nação", disse o papa em seu telegrama.

O fato de que o papa foi autorizado a atravessar o espaço aéreo chinês foi visto como um passo positivo, porém pequeno, nas relações muitas vezes tensas entre o Vaticano e a China. O papa João Paulo 2º teve que desviar do espaço aéreo chinês em sua viagem pela Ásia.

O Vaticano não teve relações formais com a China desde logo depois que o Partido Comunista tomou o poder em 1949. A Igreja Católica na China é dividida em duas comunidades: uma Igreja "oficial" conhecida como "Associação Patriótica" que responde ao partido, e uma Igreja clandestina que jura fidelidade apenas ao papa em Roma.

(Reportagem de Philip Pullella)

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