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(3 jul) O Solar Impulse 2 estacionado no Aeroporto Kalaeloa, Havaí

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O avião Solar Impulse 2, alimentado unicamente por energia solar, permanecerá vários meses parado no Havaí para o conserto de importantes danos sofridos em suas baterias, anunciou nesta quarta-feira sua equipe.

A aeronave foi bastante danificada durante a travessia histórica do Pacífico em cinco dias, que terminou em 3 de julho.

Um superaquecimento causou danos às baterias que armazenam energia elétrica. Os reparos devem se estender até abril de 2016, segundo um comunicado do grupo.

Em 11 de julho, a organização já havia indicado que os reparos durariam várias semanas.

O superaquecimento das baterias ocorreu no primeiro dia das 118 horas de travessia entre o Japão e o Havaí e, em seguida, não foi possível esfriá-las.

"Os danos em algumas partes das baterias são irreversíveis e vão precisar de reparos e substituições que levarão vários meses", indicou a organização nesta quarta-feira.

Durante estes meses, as equipes técnicas vão estudar várias opções para aquecer e resfriar as baterias para "voos de longa duração".

Os testes com os novos sistemas de aquecimento e arrefecimento serão concluídos em 2016, e a "viagem ao redor do mundo será retomada no início de abril de 2016", com a etapa "Havaí até a costa oeste dos Estados Unidos".

O avião Solar Impulse 2, pilotado pelo empresário e piloto suíço André Borschberg, aterrissou em 3 de julho depois de percorrer 7.200 quilômetros em 117 horas e 52 minutos a uma velocidade média de 61,19 km/h, batendo o recorde mundial de voo solo anterior.

O Solar Impulse 2, que partiu de Abu Dhabi no começo do ano, tem 17.000 células fotovoltaicas nas asas e uma bateria de lítio recarregável que lhe permite voar durante a noite. Sua envergadura é maior que a de um jumbo, mas pesa apenas 2,3 toneladas, quase o mesmo que um carro.

A volta ao mundo é destinada a promover o uso de energias renováveis.

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