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Quase 5% dos casais enfrentam dificuldades swissinfo C Helmle

Para solucionar ou atenuar a pobreza de quase 300 mil pessoas na Suíça, o ministro da Economia propõe deduções fiscais em vez de salário mínimo obrigatório.

Este conteúdo foi publicado em 03. julho 2002 - 12:58

A Suíça - país de 7.3 milhões de habitantes - tem 284 milhões de trabalhadores pobres, segundo as estatísticas do governo. Os sindicatos propõem como remédio a aplicação do salário mínimo legal, que ainda não existe no País.

Na terça-feira, 2/7, o ministro suíço da Economia, Pascal Couchepin, reativou o debate sobre reivindicação de um salário mínimo obrigatório, ao divulgar um estudo realizado por especialistas, apresentando outras propostas.

Divergências

Para as organizações sindicais o salário mínimo legal seria o caminho mais curto para atender às necessidades básicas dos trabalhadores pobres.

Não é o que defende o ministro Couchepin. Para ele, o salário mínimo seria ineficaz. Mais apropriada seriam exonerações de imposto para pessoas que ganham por mês até 2´863 francos - € 1.96 mil (para sustentar um casal) e 3´633 francos - € 2.48 mil - (para sustento de família de 4 pessoas).

Estas somas determinam na Suíça (onde o custo de vida é alto), o limite abaixo do qual é praticamente impossível levar uma vida decente.

Debate emerge

Rejeitando o salário mínimo o ministro argumenta que a exigência destrói o emprego, levando as empresas a reduzirem ofertas de trabalho. Estima também que a medida tem custo elevado, avaliado em 1´44 bilhão de francos - quase 1 bilhão de euros. Inconveniente adicional seria que muitos trabalhadores incluídos entre os beneficiários não passam por necessidades. Portanto, não precisariam de aumentos.

O ministro relativiza suas declarações indicando não se tratar de propostas, mas de "contribuição para o debate". Sua intervenção vai certamente ao encontro dos meios empresariais. Ao encontro também de uma tendência de acabar com as conquistas sociais. Tendência que ganhou fôlego com o fortalecimento da direita na Europa.

Resta que a questão deverá ser um dos principais temas de discussão nos próximos meses na Suíça.

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