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1° de agosto, um fenômeno mundial

Cena dos festejos do 1o de agosto em Berlim em 2001, quando foram utilizados balões gigantes com as cores nacionais. Keystone

Longe dos olhos, mas perto do coração. Muitos suíços que vivem no exterior comemoram também com festa e pompas o dia nacional em 1° de agosto.

Este conteúdo foi publicado em 31. julho 2004 - 07:27

De Paris a Washington, passando por Pequim, Berlim ou Jerusalém, as celebrações reforçam os laços com a pátria distante e custam até mais de 300 mil dólares.

Muitos dos 612.562 suíços que estão registrados nas representações diplomáticas da Suíça no exterior não pensam em voltar para a sua terra.

Porém a boa integração nos países que os receberam não impede que a maior parte deles comemore com intensidade o dia mais importante do país dos Alpes: 1° de agosto, quando os três cantões históricos - Uri, Schwyz e Unterwalden – se uniram na chamada “aliança eterna” em 1291.

Uma das festas mais impressionantes já vistas no exterior foi organizada pelo ex-diplomata Thomas Borer. Como embaixador da Suíça em Berlim entre 1999 a 2002, ele ocupou as colunas sociais dos jornais alemães com fotos e textos sobre a exuberância da festa de 1° de agosto, em que bolos gigantes eram distribuídos à população ou mesmo um cavalo branco foi visto andando em frente a embaixada.

Este ano a chamada “Casa da Suíça” será palco de outra festa, onde são esperados 16 mil convidados. Eles serão servidos com especialidades culinárias como queijo de Emmental, vinhos da região do lago de Bienne e pães típicos. A música será apresentada por grupos folclóricos. Samuel Schmid, ministro da Defesa e vice-presidente da Suíça, será o anfitrião do dia.

Em 2003, mais de 10 mil pessoas haviam comparecido ao dia nacional suíço. Era tanta gente que a comida acabou meia hora depois do início da festa.

O orçamento da comemoração este ano foi calculado em 300 mil dólares. Parte desse dinheiro vem do cantão de Berna, que é o tema especial das comemorações na capital alemã.

Raclette na China

A bandeira suíças também irá tremular na distante Pequim. Por cerca de cinco mil dólares haverá uma festa dos 340 suíços que moram na capital do grande país asiático.

Cada um deles irá pagar 31 dólares para participar do encontro num hotel de quatro estrelas onde será servido “raclette”, a especialidade suíça de queijo derretido na chapa, e “fondue”. Músicos do cantão de Glarus vão abrilhantar o ambiente e o vinho veio direto do cantão do Ticino, sul a Suíça e de língua italiana.

O embaixador suíço na China aproveitará a ocasião para lançar uma campanha publicitária para atrair mais turistas chineses ao país dos Alpes. Há pouco tempo foi retirada a exigência de visto para os turistas chineses que pretendem visitar a Suíça.

Nova Iorque vermelha e branca

Em Nova Iorque, a Suíça festeja seu 713° aniversário através de um grande evento. Ele ocorre diretamente no píer 54, à beira do rio Hudson. A entrada é de apenas cinco dólares e as crianças não pagam.

A banda que vai abrilhantar a festa anunciou que tocará todos os estilos musicais, do tecno ao folclore suíço.

O aventureiro Bertrand Piccard estará presente e prometeu contar detalhes de sua viagem “non-stop” de balão ao redor da Terra.

Em Washington, capital dos EUA, os suíços também organizarão uma festa. Nos jardins da embaixada da Suíça são esperados mais de 700 convidados.

Israel e África

Em Israel, os suíços irão comemorar o dia nacional no lar de crianças de Kfar Yearim, próximo à Jerusalém. Essa instituição é mantida graças às doações de suíços.

Os organizadores esperam 300 convidados. Cada um vai contribuir com 16 dólares e concorrer a uma viagem para a Suíça. No país vivem 10.712 suíços, a maioria com dupla-nacionalidade.

Também na África, as representações diplomáticas suíças organizam encontros. Na Nigéria, a festa vai custar pouco mais de mil dólares. O embaixador lamenta que só poderá mostrar a música do seu país através de CDs.

Na Austrália, a pequena colônia de 460 suíços de Canberra decidiu comemorar o 1° de agosto numa fazenda distante da cidade. Uma família de agricultores suíços emigrantes será responsável pelo preparo dos pratos típicos.

Para Grabriele Keller, funcionária da Associação dos Suíços do Estrangeiro (ASO), o dia nacional é um momento importante para a chamada quinta Suíça, mesmo estando tão distante da pátria.

swissinfo com agências

Fatos

Número de suíços registrados no exterior até o final de 2003: 612.562.
A metade deles vive em países europeus.
O número tem crescido pouco nos últimos anos.

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