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Eugene De Kock na Comissão da Verdade e Reconcialiação, em 21 de julho de 1998. De Kock encontra-se na prisão há 20 anos cumprindo uma condenação de 1996 a 212 anos de prisão por assassinato e por outros crimes cometidos contra ativistas antiapartheid.

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O ministro sul-africano da Justiça e de Assuntos Penitenciários, Michael Masutha, negou nesta quinta-feira conceder liberdade condicional a Eugene de Kock, um coronel da polícia durante o apartheid, ao estimar que as famílias das vítimas devem se pronunciar.

"Não concordei com a liberdade condicional, mas aprovei a tramitação de um novo dossiê nos próximos 12 meses" para examinar novamente o pedido de De Kock, que realizou avanços na prisão, declarou o ministro durante uma coletiva de imprensa em Pretória.

"Eu sou da opinião de que é justo (...) que as famílias das vítimas tenham a oportunidade de participar no processo de deliberação" para conceder ou não a liberdade condicional, acrescentou o ministro.

De Kock, de 65 anos e considerado o assassino número um, encontra-se na prisão há 20 anos cumprindo uma condenação de 1996 a 212 anos de prisão por assassinato e por outros crimes cometidos contra ativistas antiapartheid, quando dirigia uma unidade antiterrorista da polícia deste regime racista.

O ex-chefe dos serviços secretos (vlakplass) é um dos poucos funcionários da época do apartheid processados, depois que a Comissão para a Verdade e a Reconciliação, criada em 1995, negou sua anistia pela morte de cinco homens em 1992.

Durante seu julgamento e diante da Comissão para a Verdade e a Reconciliação, Eugene de Kock, que se autointitulou "assassino de Estado", detalhou diversas atrocidades, ataques e assassinatos cometidos por sua unidade e os justificou dizendo que cumpria ordens políticas.

AFP