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Índia lança sonda para pousar um rover explorador na Lua

O cientista Kailasavadivoo Sivan, presidente da Organização Indiana de Pesquisa Espacial, em 12 de junho de 2019 em Bangalore afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 12. julho 2019 - 19:36
(AFP)

A Índia lançará sua segunda missão lunar na próxima segunda-feira com o objetivo de se tornar a quarta nação a colocar um dispositivo na Lua, um passo muito importante para seu ambicioso programa espacial.

A dias do aniversário de 50 anos da chegada do primeiro homem à Lua, a Organização Indiana de Pesquisa Espacial (ISRO, sigla em inglês) prevê lançar na segunda-feira às 02H51 locais (18H21 de domingo em Brasília) a missão Chandrayaan-2 da base de Sriharikota, no sudeste do país.

A Índia dedicou 140 milhões de dólares - uma soma muito inferior às das outras grandes agências espaciais para missões deste tipo - à expedição que busca pousar no próximo 6 de setembro um robô móvel no polo sul do satélite natural do planeta, situado a cerca de 384.000 km da Terra.

A Chandrayaan-2 ("Carro Lunar" em hindi) inclui um orbitador lunar, um módulo de descida e um rover (veículo de exploração), um dispositivo de 3,8 toneladas.

O conjunto será propulsado por um foguete GSLV-MkIII, o mais potente lançador indiano, equivalente a um foguete europeu Ariane 4.

Os quinze minutos finais do módulo de descida Vikram antes do pouso na Lua, previsto entre as crateras Manzinus C e Simpelius N, "serão os momentos mais aterradores pois nunca realizamos uma missão tão complexa", declarou à imprensa K. Sivan, diretor da ISRO.

Se a missão se desenvolver conforme o previsto, a Índia se tornará o quarto país do mundo - depois da União Soviética, Estados Unidos e China - a conseguir pousar um aparelho na Lua.

Em abril passado, uma sonda israelense não conseguiu pousar na Lua.

Pragyan, o rover indiano, que pesa 27 quilos, buscará no solo lunar rastros de água e "sinais fósseis do sistema solar primitivo", indicou a ISRO.

O veículo, propulsado por energia solar, deve a princípio funcionar durante um dia lunar, o equivalente a 14 dias terrestres, e poderá percorrer até 500 metros.

- Influência internacional -

Esta missão indiana se inscreve em um contexto de intensificação do interesse internacional pela Lua, visitada por humanos pela última vez em 1972.

Atualmente vários países planejam voltar a enviar homens à Lua. O governo americano pediu à Nasa, a agência espacial dos Estados Unidos, que volte a enviar astronautas em 2024.

O regresso à Lua é visto como uma etapa inevitável na preparação dos voos tripulados para paradeiros mais distantes, principalmente Marte.

O projeto Chandrayaan-2 é a segunda missão lunar da Índia, que há 11 anos, na missão Chandrayaan-1, colocou uma sonda na órbita da Lua.

O programa espacial indiano se destaca por combinar objetivos ambiciosos com recursos muito mais baixos que os de seus homólogos, o que não lhe impede de avançar rapidamente.

A ISRO se propõe a enviar antes do fim de 2022 três astronautas ao espaço, em seu primeiro voo tripulado.

Aspira, além disso, a construir sua própria estação espacial nos próximos dez anos.

Para o primeiro-ministro indiano, o nacionalista Narendra Modi, o programa espacial é um instrumento muito importante para a influência e o prestígio internacional da Índia, um país emergente de 1,3 bilhão de habitantes.

"Uma missão tão complexa como a Chandrayaan-2 envia a mensagem de que a Índia é capaz de realizar empreendimentos difíceis de desenvolvimento tecnológico", opinou Amitabha Ghosh, um cientista que colaborou com missões da Nasa para Marte.

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